Padrasto é condenado a mais de 27 anos de prisão por tentar matar enteado de 10 anos com canivete em Itanhangá

Padrasto foi condenado pelo Tribunal do Júri de Tapurah por tentar matar enteado de 10 anos com um canivete em Itanhangá.

O Tribunal do Júri da Comarca de Tapurah, em Mato Grosso, condenou na última sexta-feira (21) o réu D.P.N. a uma pena de 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado. Ele foi responsabilizado por tentativa de homicídio triplamente qualificada praticada contra o próprio enteado, um menino de 10 anos, em um crime ocorrido em dezembro de 2024 no município de Itanhangá.

De acordo com a apuração conduzida durante a instrução processual, o ataque aconteceu após episódios de agressividade do padrasto contra familiares. Armado com um canivete, o agressor desferiu um golpe direcionado à região do pescoço da criança, que tentou se defender instintivamente e acabou sendo atingida no tórax direito.

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Violência Vicária e Circunstâncias do Crime

O Conselho de Sentença acatou integralmente as teses da acusação e reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido cometido contra menor de 14 anos, além da causa de aumento pelo vínculo familiar.

  • Violência Vicária: O caso foi tratado pelas autoridades como uma manifestação de violência vicária — situação em que o agressor utiliza os filhos como instrumento para causar sofrimento psicológico profundo à mãe. Ficou comprovado que o atentado teve como principal motivação atingir emocionalmente a genitora da vítima.
  • Gravidade das Lesões: Conforme destacou a sentença proferida pela juíza Patrícia Bedin, a criança sofreu um corte profundo de aproximadamente 15 centímetros no tórax e na axila. O ferimento exigiu cirurgia de urgência e deixou sequelas físicas e impactos emocionais duradouros.

Posicionamento da Justiça e do Ministério Público

Na dosimetria da pena, a magistrada ponderou os antecedentes criminais do réu, traços de sua personalidade e seu histórico de violência doméstica, negando-lhe o direito de recorrer em liberdade — a prisão preventiva foi mantida.

Para o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, o veredito traduz uma resposta firme do sistema de Justiça no enfrentamento à violência contra mulheres e menores. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) reforçou que segue atuando de forma integrada com as redes de proteção e forças de segurança para coibir crimes dessa natureza no estado.

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