Após registrar cinco semanas consecutivas de retração, o preço da cesta básica voltou a subir em Cuiabá na terceira semana de agosto de 2026. Conforme o boletim divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o valor médio dos produtos apresentou uma alta de 1,33%, saltando de R$ 836,28 em 12 de agosto para R$ 847,39.
Apesar da oscilação de alta registrada na semana, o comportamento do custo dos alimentos apresentou variações heterogêneas. No entanto, na comparação interanual, o peso no bolso do consumidor continua maior: o valor atual da cesta básica permanece 6,02% superior ao apurado no mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 799,24.
Fatores de Oscilação e Visão do Setor Produtivo
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (conhecido como Tião da Zaeli), a oscilação constante reforça a importância de o consumidor monitorar de perto os preços individuais dos itens essenciais. O dirigente atribuiu as variações a fatores sazonais fundamentais, como o equilíbrio entre oferta e demanda, os ciclos de safra e entressafra e as condições climáticas de produção.
Produtos que Pressionaram a Alta
Entre os itens que puxaram o índice para cima nesta semana, destacam-se o tomate e o café:
- Tomate: Foi o grande vilão da cesta, registrando um salto expressivo de 13,92%. O quilo do fruto passou a custar em média R$ 7,42 (alta de 2,28% em relação a agosto de 2025). Analistas do IPF-MT apontam que a retração na oferta, provocada pelo encerramento do ciclo de safra, influenciou diretamente o encarecimento.
- Café: O pacote de 500 gramas subiu 3,67%, atingindo o preço médio de R$ 28,74. O movimento é atribuído à entressafra dos cafezais, que reduz temporariamente a disponibilidade do produto. Apesar disso, no acumulado anual, o item ainda está 14,97% mais barato do que há um ano.
Queda no Preço do Feijão
Em sentido contrário ao movimento geral de alta, o feijão apresentou um alívio para o consumidor, ficando 3,73% mais barato na semana, com preço médio de R$ 8,69 por quilo. O recrudescimento da queda está associado ao período de pico da colheita, que amplia o volume do grão disponível no mercado.
Apesar da trégua semanal, o feijão acumula uma alta expressiva de 40,98% em relação ao mesmo período do ano passado, evidenciando que as flutuações de curto prazo convivem com pressões inflacionárias acumuladas ao longo dos últimos meses.
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