Adolescente inventa sequestro e abuso e mobiliza PM em Sorriso

Menina de 14 anos acionou aparato policial ao relatar falso sequestro em Sorriso; história foi desmentida após conversa com a mãe.

Um relato falso de sequestro e abuso sexual mobilizou a Polícia Militar e a Guarda Municipal na noite de quarta-feira (11), em Sorriso, no Mato Grosso. A denúncia partiu de uma adolescente de 14 anos, que afirmou ter sido levada à força por dois homens e abandonada horas depois. Pouco tempo depois, a própria jovem admitiu que tudo não passava de uma invenção.

A farsa foi desmontada após a chegada da mãe ao local. Em conversa reservada, a menor confessou que criou a história para evitar represálias dos pais, depois de ser flagrada aos beijos com um colega dentro de uma escola estadual da cidade.

Conforme informações repassadas pelo sargento Campos Almeida, da PM, a adolescente bateu à porta de uma residência no bairro Rota do Sol pedindo ajuda. À moradora, relatou estar abalada e disse que dois homens a teriam colocado à força em um carro nas proximidades de um supermercado. Segundo a versão apresentada inicialmente, ela teria sido deixada na região horas depois.

Diante da gravidade do relato, a corporação acionou o sistema de monitoramento Vigia Mais MT e mobilizou equipes para tentar identificar o suposto veículo descrito pela jovem. A ocorrência foi tratada como prioridade máxima, justamente pelo risco que uma denúncia dessa natureza representa.

A reviravolta ocorreu quando a mãe chegou ao local e revelou que a escola já havia comunicado a família sobre o comportamento da filha. A direção informou que a adolescente foi vista beijando outro estudante no pátio durante o horário de aula. Com receio de enfrentar uma bronca pelo episódio e pelo atraso para voltar para casa, ela decidiu criar a narrativa do crime.

O caso foi registrado e encaminhado à Delegacia de Polícia de Sorriso para as providências cabíveis. Apesar de não haver crime de sequestro ou abuso, a mobilização envolveu recursos humanos e tecnológicos do Estado.

À imprensa local, o sargento lamentou o ocorrido. Segundo ele, sempre que há denúncia de sequestro ou violência sexual, toda a estrutura disponível é imediatamente acionada. “Quando recebemos uma informação dessa natureza, tratamos como prioridade máxima. Felizmente nada aconteceu, mas isso poderia ter prejudicado o atendimento de uma ocorrência real”, destacou.

A polícia reforça que comunicações falsas podem gerar consequências legais e, sobretudo, comprometer o atendimento de situações verdadeiras. A investigação agora apura os detalhes formais do registro, conforme informações divulgadas pelo portal Repórter MT.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.