Dados recentes extraídos do Sistema de Gestão Municipal de Saúde (G-MUS) revelam um cenário de alerta para a saúde pública em Sorriso.
Do total de 19.428 pacientes diagnosticados com hipertensão, apenas 8.044 realizam acompanhamento contínuo nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
O índice indica que somente 41,4% dos pacientes com pressão alta mantêm o monitoramento adequado da doença.
O secretário municipal de Saúde, médico Vanio Jordani, expressa preocupação com a evasão de pacientes. Segundo o gestor, o número total engloba pessoas que iniciaram as aferições e o acompanhamento na rede pública — que oferece atendimento médico e distribuição gratuita de medicamentos —, mas acabaram abandonando o tratamento.
Riscos silenciosos e parâmetros da doença
A hipertensão arterial é uma condição crônica marcada pela elevação dos níveis de pressão sanguínea nas artérias.
O Ministério da Saúde estabelece como estágio 1 da doença quando os valores máximos e mínimos atingem ou ultrapassam 140/90 mmHg (14 por 9). Leituras em torno de 130/85 mmHg exigem atenção e mudanças no estilo de vida, sendo o ideal manter os índices abaixo disso.
Por ser uma condição silenciosa, os sintomas costumam aparecer apenas em quadros avançados — manifestando-se por fortes dores de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, visão embaçada, dores no peito e sangramento nasal. A falta de controle eleva drasticamente o risco de:
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Acidente Vascular Cerebral (AVC)
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Infarto agudo do miocárdio
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Aneurisma arterial
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Insuficiência renal e cardíaca
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 388 pessoas morrem diariamente no Brasil em decorrência de complicações da pressão arterial alterada. Embora 90% dos casos tenham origem genética, o estilo de vida exerce forte influência sobre o quadro.
Prevenção e recomendações médicas
Especialistas recomendam que toda pessoa com mais de 20 anos afira a pressão arterial pelo menos uma vez ao ano. Caso haja alterações, o monitoramento deve ser frequente para avaliar a necessidade de intervenção medicamentosa.
Para o controle da hipertensão, medidas simples no dia a dia são fundamentais:
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Alimentação: Reduzir drasticamente o consumo de sal, evitando adicionar o tempero em pratos já prontos, além de cortar alimentos industrializados e enlatados.
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Adesão ao tratamento: Para quem já recebeu o diagnóstico, é imprescindível seguir rigorosamente as doses e os horários dos medicamentos receitados pelo médico, sem pular dias.
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Hábitos saudáveis: Praticar atividades físicas regulares, como caminhadas, para auxiliar na regulação da pressão arterial.
A Secretaria de Saúde reforça o apelo para que os pacientes que interromperam o tratamento retornem às UBSs. O acompanhamento regular é a principal ferramenta para prevenir complicações graves e salvar vidas.
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