Mato Grosso encerrou o ano de 2025 com um dado alarmante sobre a letalidade no contato com a fauna silvestre: das 10 mortes confirmadas por animais peçonhentos no estado, 9 foram causadas por serpentes. Embora os escorpiões liderem o ranking de incidentes totais, respondendo por metade dos 3.860 acidentes registrados, as cobras continuam sendo as principais responsáveis pelos óbitos, evidenciando a gravidade do envenenamento por esses répteis.
O balanço estatístico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) revela que o perigo não está restrito às matas, já que 54% de todos os acidentes ocorreram em áreas urbanas. Além das mortes por serpentes, uma fatalidade foi registrada por ataque de abelhas, e outros dois óbitos ainda aguardam investigação para confirmar a causa. O perfil das vítimas demonstra que os homens são os mais atingidos, representando 57% dos casos notificados no último ano.
Para conter a letalidade, a SES-MT alerta que o erro no socorro imediato pode ser fatal. A recomendação é clara: em caso de picada, o paciente deve ser levado diretamente a uma unidade hospitalar para receber o soro gratuito pelo SUS. Práticas como o uso de torniquetes, cortes na pele ou aplicação de substâncias caseiras no local da ferida são condenadas pelos especialistas, pois aceleram danos teciduais e dificultam a recuperação, especialmente em ataques de serpentes.
Diante do cenário, o governo estadual intensificou o treinamento de profissionais de saúde em 53 municípios para agilizar o diagnóstico e o manejo clínico. A prevenção doméstica também é reforçada como estratégia vital, incluindo a limpeza rigorosa de quintais, a vedação de frestas e o cuidado ao manusear calçados e roupas, medidas que podem evitar que Mato Grosso repita os altos índices de mortalidade registrados nos últimos dois anos.
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