Uma história de resiliência e cooperação marcou a última quinta-feira (19) no norte de Mato Grosso. Um filhote de macaco-prego, que sobreviveu a uma tragédia em Alta Floresta, foi finalmente devolvido à natureza em uma área de soltura em Sorriso. O animal havia sido resgatado há 43 dias, ainda agarrado ao corpo da mãe, que morreu atropelada em uma área urbana.
Com apenas 15 a 20 dias de vida no momento do resgate, o órfão passou por uma reabilitação intensiva em uma clínica conveniada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O tratamento incluiu alimentação por mamadeira e exames de rotina. Um ponto crucial para o sucesso da soltura foi a socialização: o pequeno primata foi aproximado de outro filhote órfão, resgatado em Colíder, criando um vínculo que facilitou a adaptação de ambos ao novo habitat.
Agora, os dois filhotes vivem em uma área segura em Sorriso, onde foram acolhidos por um bando já estabelecido, composto por outros macacos-pregos também resgatados. Segundo a veterinária Lilian Medeiros, que acompanhou todo o processo, a aceitação pelo grupo é o passo final para que eles recuperem o aprendizado e o senso de pertencimento que foram interrompidos precocemente.
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