Rondonópolis iniciou o ano de 2026 como a principal potência exportadora de Mato Grosso. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o município movimentou US$ 442,2 milhões em vendas ao exterior apenas no primeiro bimestre, registrando um crescimento de 28,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Esse desempenho alçou a cidade ao posto de 14ª maior exportadora do Brasil, evidenciando sua relevância no cenário econômico nacional.
O superávit da balança comercial local atingiu a marca de US$ 344 milhões, resultado da diferença entre o forte volume de vendas e os US$ 98,2 milhões em importações.
Curiosamente, Rondonópolis também liderou o ranking de importações no estado, sendo responsável por quase 34% de tudo o que Mato Grosso comprou do exterior no bimestre.
Esse movimento de entrada de insumos é puxado majoritariamente por fertilizantes vindos do Canadá, essenciais para sustentar a produtividade das lavouras da região.
A força do Parque Agroindustrial de Rondonópolis
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Wesley Lopes, o sucesso comercial é fruto de um parque agroindustrial robusto e de uma logística privilegiada que conecta o Centro-Oeste aos portos. A pauta de exportação reflete a diversidade e o valor agregado da produção local:
- Derivados de Soja: Tortas e resíduos lideram com 40,2% das vendas.
- Soja em Grão: Responde por 27,6%.
- Algodão: Representa 14,3%.
- Milho e Carne Bovina: Somam juntos quase 16% do volume exportado.
Parceiros estratégicos e investimentos
A China permanece como o destino preferencial dos produtos rondonopolitanos, absorvendo 35,2% das exportações. No sentido inverso, o Canadá se consolidou como o principal parceiro de suprimentos, fornecendo os fertilizantes que alimentam o ciclo produtivo.
A gestão municipal, sob a liderança do prefeito Cláudio Ferreira, atribui os números recordes a um novo ciclo de investimentos e à melhoria do ambiente de negócios.
A estratégia foca na industrialização para que o município deixe de ser apenas um corredor logístico e passe a processar cada vez mais matéria-prima localmente, gerando mais empregos e renda para a população.
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