O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) de Mato Grosso alcançou um marco histórico no combate ao narcotráfico. Durante o primeiro quadrimestre de 2026, as operações integradas resultaram na apreensão de 12,9 toneladas de drogas, o maior volume já registrado pela unidade em um único período.
As ações, que integram a “Operação Protetor da Fronteira” e o programa estadual “Tolerância Zero Contra Facções Criminosas”, geraram um impacto financeiro estimado em R$ 222 milhões para as organizações criminosas que utilizam o estado como corredor logístico.
Raio-X das Apreensões
O balanço oficial detalha um arsenal de entorpecentes interceptados em rotas estratégicas vindas da Bolívia e da Colômbia. O destaque negativo fica para o crescimento do skunk, conhecido como a “supermaconha”, que liderou o volume de apreensões.
Logística e Integração Internacional
Além das drogas, a ofensiva retirou de circulação equipamentos de alto valor logístico: 09 aeronaves, 20 veículos e diversas embarcações foram apreendidos, além da prisão de 39 suspeitos envolvidos diretamente no transporte transfronteiriço.
A atuação do Gefron ultrapassou as divisas estaduais. Das 12,9 toneladas totais, cerca de 9,3 toneladas foram interceptadas em ações conjuntas nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins e em território peruano, demonstrando a força da inteligência integrada entre países vizinhos e o Governo de Mato Grosso.
Impacto na Segurança Pública
O coordenador do Gefron, tenente-coronel PM Airton Feitosa, reforçou que o combate ao tráfico é a base para a redução de outros crimes. “O tráfico não possui fronteiras e exige integração total. Nosso objetivo é asfixiar financeiramente esses grupos para impedir sua expansão”, declarou.
As investigações continuam com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública para desarticular os cabeças das organizações que operam no corredor amazônico.
O recorde de 12,9 toneladas de drogas apreendidas mostra que Mato Grosso é a principal barreira contra o avanço do tráfico internacional no Brasil. Você acredita que o governo deveria investir ainda mais em tecnologia de monitoramento aéreo (drones e satélites) ou o reforço deve ser em mais policiais armados patrulhando as estradas vicinais na fronteira com a Bolívia? Deixe sua opinião nos comentários.
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