Produtores de MT reforçam controle de pragas no algodão enquanto aceleram plantio da soja

Após o fim da colheita do algodão, produtores de Mato Grosso reforçam o combate ao bicudo-do-algodoeiro enquanto o plantio da soja 2026/27 avança.

O fim da colheita do algodão em Mato Grosso abre uma etapa decisiva para o controle de pragas, ao mesmo tempo que a semeadura da soja 2026/27 ganha ritmo no estado. Entre 4 e 10 de outubro, produtores intensificaram a limpeza das áreas algodoeiras e as medidas de proteção sanitária para o período de entressafra.

As ações foram detalhadas em relatório do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), vinculado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Nas propriedades, o trabalho inclui a retirada dos rolinhos remanescentes, a destruição das soqueiras e o controle de plantas voluntárias. Essas medidas buscam eliminar condições favoráveis à permanência de pragas nas lavouras entre os ciclos produtivos.

O combate ao bicudo-do-algodoeiro também ganhou reforço com a instalação de armadilhas e tubos mata-bicudo nas bordas dos talhões. A estratégia procura reduzir os focos da praga durante a interrupção do cultivo e preservar as condições sanitárias para a próxima safra de algodão.

Plantio da soja avança, mas chuva exige atenção

Enquanto as algodoeiras concluem o processamento da pluma, o plantio da soja 2026/27 avança principalmente nas regiões Médio-Norte e Oeste. No Noroeste, a semeadura nas áreas destinadas à sucessão com o algodão de segunda safra está praticamente concluída.

A distribuição irregular das chuvas, porém, mantém o clima entre os fatores de atenção dos produtores em algumas localidades. O acompanhamento das condições de umidade é importante para garantir um ambiente adequado ao desenvolvimento das lavouras recém-implantadas.

A transição entre as safras exige, portanto, cuidados simultâneos: concluir o manejo sanitário das áreas de algodão e monitorar o estabelecimento da soja. As informações do relatório do IMAmt, Ampa e Imea destacam essas frentes de trabalho no período analisado, sem indicar um prazo adicional para a conclusão das medidas.

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