A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu dois adultos e apreendeu dois adolescentes durante operação realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro, em Pontes e Lacerda, no âmbito das investigações sobre o homicídio de um jovem de 20 anos. A ofensiva cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão e desarticulou o grupo apontado como responsável pelo crime.
A ação, divulgada nesta quarta-feira (26), é resultado de um trabalho de inteligência conduzido pela Polícia Civil, que buscou identificar não apenas quem executou o assassinato, mas também a estrutura e a logística usadas para atrair a vítima até o local da emboscada.
Segundo as investigações, o homicídio foi motivado por vingança e teria sido determinado por integrantes de uma organização criminosa. Dois dias antes de desaparecer, o jovem teria esfaqueado um homem durante uma briga em frente a uma tabacaria da cidade. A partir desse episódio, foi articulada uma represália.
Conforme apurado pelos investigadores, a vítima foi chamada até a residência do homem que havia sido ferido, sob o argumento de que deveria prestar esclarecimentos a membros da facção. A justificativa apresentada era de que ele passaria por uma punição disciplinar interna, prática conhecida no meio criminoso como “salve”.
No entanto, após entrar na casa, o jovem não foi mais visto com vida. O desaparecimento levantou suspeitas imediatas e mobilizou diligências. O corpo foi localizado apenas dois dias depois, confirmando que ele havia sido executado. O que começou como uma suposta conversa terminou em morte, evidenciando a dinâmica violenta imposta por grupos que tentam instaurar o chamado “tribunal do crime”.
A operação teve como foco romper essa cadeia de comando. De acordo com informações da assessoria da Polícia Civil-MT, os dois suspeitos adultos foram encaminhados à unidade prisional após o cumprimento dos mandados. Já os adolescentes foram apresentados à autoridade competente, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
As investigações continuam. A polícia agora concentra esforços para identificar outros possíveis envolvidos e eventuais mandantes ligados à estrutura hierárquica da organização criminosa citada no inquérito. A apuração busca esclarecer todos os papéis desempenhados na atração da vítima e na execução do crime.
O caso reforça a atuação do Estado no enfrentamento a práticas criminosas que simulam julgamentos internos para aplicar punições violentas. Conforme a própria Polícia Civil destacou, o trabalho de inteligência segue em andamento até o completo esclarecimento dos fatos.
As informações são da assessoria da Polícia Civil de Mato Grosso.
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