A ideia de que plásticos biodegradáveis são a solução definitiva para o meio ambiente é um mito comum que precisa ser combatido. Embora se decomponham em menos tempo que o plástico convencional, esses materiais não são recicláveis e mantêm a lógica do descarte imediato, perpetuando o acúmulo de lixo. Por essa razão, o Judiciário de Mato Grosso tem intensificado políticas para eliminar o uso desses itens em suas dependências, seguindo as normas de sustentabilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na rotina de trabalho, a meta é substituir o descartável pelo permanente. A recomendação aos servidores é que priorizem o uso de garrafas de vidro, canecas, xícaras ou garrafas reutilizáveis. Dentro das unidades judiciárias, os copos plásticos devem ser evitados ao máximo, ficando reservados apenas para situações pontuais, como o atendimento ao público externo que transita pelos prédios.
Além do ganho ecológico, essa mudança protege a saúde individual. O uso constante de recipientes plásticos, especialmente com bebidas quentes, está ligado à ingestão de microplásticos — minúsculas partículas que podem contaminar o organismo humano. Ao adotar um copo permanente, o colaborador reduz a geração de resíduos e evita a exposição a esses componentes químicos, promovendo um cotidiano mais equilibrado e saudável.
Guia de Substituição Sustentável
| O que evitar (Descartáveis) | O que adotar (Permanentes) | Benefício Direto |
| Copos de plástico comum | Canecas de cerâmica | Redução de resíduos sólidos. |
| Copos “biodegradáveis” | Garrafas de vidro/inox | Elimina microplásticos na água. |
| Plásticos de uso único | Xícaras de louça | Economia de recursos públicos. |
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