A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reduziu a pena do comerciante Willian Cesar Gomes Pereira, condenado por mandar matar a própria esposa em Peixoto de Azevedo, a cerca de 700 quilômetros de Cuiabá. Inicialmente sentenciado a 27 anos de prisão, o réu teve a pena fixada em 24 anos após julgamento realizado na tarde de quarta-feira (4).
O caso ocorreu em 2009 e teve como vítima Sílvia Letícia Reis Gomes Pereira, de 33 anos. Conforme consta no processo, o crime foi motivado pela intenção de receber um seguro de vida no valor de R$ 180 mil. A mulher foi executada com disparos de arma de fogo na porta de sua casa, no município do interior de Mato Grosso.
De acordo com o julgamento, os magistrados seguiram por unanimidade o voto do desembargador Paulo Sérgio Carreira de Souza, relator de uma apelação criminal apresentada pela defesa do comerciante. Os advogados sustentaram que a qualificadora do homicídio — recurso que dificultou a defesa da vítima — teria sido aplicada de forma indevida.
O relator, entretanto, rejeitou o argumento e manteve a qualificadora. Segundo o magistrado, o comerciante conhecia a rotina da ex-esposa, circunstância que facilitou a ação criminosa praticada por um comparsa contratado para executar o atentado.
Apesar de manter a qualificadora, o desembargador reduziu a pena de ofício ao apontar erro no cálculo do tempo de condenação realizado anteriormente. Conforme os autos, Willian Cesar Gomes Pereira contratou Luiz Marques Pereira Alves, conhecido como “Meio Quilo”, apontado como o executor dos disparos que mataram a vítima.
As investigações identificaram a participação do comerciante após a polícia localizar mensagens trocadas entre ele e o executor nos dias que antecederam o crime. A vítima deixou dois filhos. Com a decisão da Segunda Câmara Criminal, a condenação foi mantida, porém com redução do tempo de pena a ser cumprido.
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