Parceria entre Judiciário e concessionária de energia alcança 43% de acordos em Mato Grosso

De acordo com a coordenação do Cejusc Virtual, o impacto desse modelo de trabalho vai além dos números de acordos assinados nas salas de reunião.

Uma iniciativa conjunta entre o Judiciário de Mato Grosso e a concessionária Energisa encerrou sua primeira fase com resultados expressivos para a pacificação de conflitos. Realizado entre os dias 09 e 12 de fevereiro, o mutirão de conciliação alcançou um índice de êxito de 43,48%, transformando disputas financeiras em acordos amigáveis. A ação foi coordenada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Virtual Estadual, utilizando plataformas digitais para agilizar o atendimento.

O esforço concentrado focou em casos pré-processuais, ou seja, situações que ainda não haviam se transformado em processos judiciais formais. Ao longo de quatro dias, mais de 200 audiências foram agendadas, permitindo que consumidores — tanto pessoas físicas quanto jurídicas — renegociassem débitos de forma segura e mediada. A estrutura contou com cinco salas virtuais simultâneas, facilitando o diálogo entre os clientes e a empresa de energia elétrica sem a necessidade de deslocamento físico.

De acordo com a coordenação do Cejusc Virtual, o impacto desse modelo de trabalho vai além dos números de acordos assinados nas salas de reunião. A simples notificação para o mutirão funciona como um estímulo à autocomposição, levando muitos cidadãos a procurarem a concessionária diretamente para regularizar pendências antes mesmo da audiência marcada. Esse movimento ajuda a desafogar o sistema jurídico e promove uma cultura de resolução direta entre as partes.

O mutirão é fruto de um termo de cooperação técnica assinado em 2025 e reforça o papel da tecnologia como aliada da justiça. Por meio do Cejusc Virtual, que atende 40 comarcas de forma 100% on-line, o Judiciário consegue mediar questões que vão desde o direito do consumidor até conflitos familiares e de vizinhança. O sucesso desta etapa demonstra que o incentivo ao consenso é o caminho mais curto e eficiente para evitar a judicialização excessiva e garantir a cidadania.

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