Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso realiza encontro virtual sobre prevenção à violência e protagonismo feminino

O evento também contou com a participação de homens, como o servidor Jorge Kimura, que ressaltou a importância da empatia masculina no combate à violência de gênero.

Com o lema de que a violência contra a mulher começa no silêncio, a Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) promoveu, nesta sexta-feira (13), um encontro virtual focado em neurociência, autoestima e superação de padrões comportamentais.

O evento, transmitido pelo YouTube com interpretação em Libras, reuniu cerca de 100 participantes, entre magistradas, servidoras e o público em geral, para debater como o autoconhecimento pode romper ciclos de abuso.

A abertura foi conduzida pela juíza-membro e ouvidora da Mulher, Juliana Maria Paixão Araújo, que enfatizou a necessidade de unir políticas públicas contundentes a ações preventivas e reflexivas.

A palestrante convidada, Kátia Vanessa Sousa — treinadora comportamental e mentora de mulheres —, utilizou conceitos da neurociência para explicar como muitas mulheres reproduzem, de forma inconsciente, comportamentos geracionais de anulação e cansaço extremo, provocando a audiência a questionar: “Que tipo de mulher você aprendeu a ser?”.

Neurociência e o rompimento de padrões

A abordagem técnica destacou que a mudança de postura começa na consciência e na linguagem. Segundo Kátia Vanessa, a forma como falamos sobre nós mesmas e a identificação de padrões repetitivos são fundamentais para evitar relacionamentos abusivos.

Os participantes foram incentivados a assumir o protagonismo de suas histórias, deixando a passividade de lado para reprogramar mentes e corpos condicionados por pesos desnecessários.

O evento também contou com a participação de homens, como o servidor Jorge Kimura, que ressaltou a importância da empatia masculina no combate à violência de gênero.

Além das discussões teóricas, foram apresentados exercícios práticos de relaxamento e alívio de tensões, reforçando que o cuidado com a saúde mental e a autoestima é uma ferramenta de defesa e autonomia.

Canais de ajuda e denúncia

Ao final do encontro, a Ouvidoria reforçou a importância de não se calar diante de agressões físicas ou psicológicas. Estão disponíveis os seguintes canais de suporte:

  • Disque 180: Central Nacional de Atendimento à Mulher (ligação gratuita).

  • WhatsApp: (61) 9 9610-0180.

  • E-mail: [email protected].

  • Polícia Militar (190): Para casos de risco imediato e emergências.

  • Em Cuiabá: Plantão 24 horas de Atendimento à Mulher, localizado na Avenida Dante Martins de Oliveira, bairro Planalto (anexo à 2ª DP).

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