A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (11 de junho de 2026), a Operação Horizonte. O objetivo principal da ofensiva é desarticular a estrutura logística e financeira de uma facção criminosa que gerenciava pontos de distribuição de entorpecentes no município. Ao todo, o Poder Judiciário expediu 40 ordens judiciais, divididas em 24 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão domiciliar.
Até o momento, as equipes policiais conseguiram efetivar 15 prisões. Desse total, dez suspeitos que operavam nas ruas foram capturados em flagrante ou por força do mandado, enquanto outros cinco líderes do grupo tiveram as novas ordens de prisão notificadas diretamente dentro de unidades prisionais do estado, onde já cumprem pena por outros delitos.
Investigação de inteligência e divisão de tarefas
Os mandados são o resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Paranaíta, que se estendeu por meses. Com o uso de técnicas de monitoramento e inteligência policial, os investigadores conseguiram mapear o organograma da organização criminosa, identificando desde os fornecedores e responsáveis pela contabilidade até os gerentes de bairros e executores de cobranças.
A operação focou na asfixia financeira do grupo. O combate ao tráfico de drogas na região é tratado como prioridade pelas forças de segurança devido ao seu efeito cascata, já que o comércio de substâncias ilícitas financia diretamente o roubo de veículos, o porte ilegal de armas de fogo e homicídios decorrentes de acertos de contas por disputas territoriais.
Apreensão de armas e menor detido
Durante as buscas nos endereços catalogados, um adolescente foi apreendido em flagrante pelas equipes de campo. Na posse dele, os policiais localizaram uma arma de fogo sem registro ou autorização de porte.
O jovem foi autuado por ato infracional análogo ao crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, conforme tipificado pelo artigo 12 da Lei Federal nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento).
Diligências em andamento
Os materiais apreendidos nas residências — como balanças de precisão, aparelhos celulares, dinheiro vivo e porções de entorpecentes — foram encaminhados à delegacia para passar por triagem e perícia técnica.
A Polícia Civil informou que as frentes de trabalho continuam nas ruas para localizar os nove investigados restantes que constam nos mandados de prisão e permanecem foragidos. A população de Paranaíta e região pode colaborar com o avanço do caso fornecendo pistas por meio dos canais oficiais de denúncia anônima da corporação, com garantia total de sigilo.
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