Operação Halosis mira facção por homicídio em Comodoro

Polícia Civil cumpre mandados em quatro cidades e investiga facção ligada a homicídio ocorrido em 2025 em Comodoro.

A Operação Halosis foi deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil, com foco em integrantes de uma facção criminosa investigados por homicídio qualificado e organização criminosa. Conforme divulgado pela própria Polícia Civil, são cumpridas oito ordens judiciais — seis mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão — expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Comodoro.

As ações ocorreram simultaneamente nos municípios de Comodoro, Campos de Júlio, Nova Lacerda e Cuiabá, sob coordenação da Delegacia de Comodoro. Durante as diligências, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, entorpecentes, documentos e dispositivos eletrônicos que, segundo os investigadores, podem ajudar a aprofundar a apuração sobre o grupo criminoso.

Homicídio que motivou a investigação

A investigação que resultou na Operação Halosis tem origem em um homicídio registrado no dia 27 de novembro de 2025, por volta das 17h40, no bairro Nova Vacaria, em Comodoro, no interior de Mato Grosso. A vítima, um homem, foi surpreendida enquanto trafegava de motocicleta por uma via pública.

De acordo com a apuração policial, criminosos que estavam em um veículo realizaram diversos disparos de arma de fogo contra o motociclista. A vítima morreu ainda no local, antes da chegada de socorro.

Investigação aponta planejamento da facção

As diligências conduzidas pela Polícia Civil indicam que o crime foi resultado de uma ação planejada dentro da estrutura da organização criminosa. A Operação Halosis reuniu provas obtidas por meio de interceptações e análise de comunicações entre os investigados.

Segundo os investigadores, as mensagens revelaram uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e suporte financeiro entre os envolvidos. Imagens da própria vítima chegaram a ser compartilhadas previamente em aplicativos de mensagens, o que reforça a hipótese de premeditação.

As comunicações também apontaram que um dos investigados, mesmo estando preso no sistema penitenciário, exercia função de comando e articulação do crime à distância — prática frequentemente associada à atuação de facções criminosas.

Prisões e decisões judiciais

No dia seguinte ao crime, em 28 de novembro de 2025, diligências imediatas realizadas pela Polícia Civil levaram três suspeitos à Delegacia de Comodoro. A condução ocorreu após uma investigação intensiva que identificou áudios, diálogos e imagens que, segundo a polícia, comprovam a participação dos envolvidos e o apoio logístico prestado ao executor.

Na ocasião, foi lavrado auto de prisão em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, conforme previsto no artigo 121, §2º, incisos I e IV do Código Penal, que tratam de motivo torpe e uso de recurso que impossibilita a defesa da vítima.

Com o avanço das investigações, o delegado responsável pelo caso, Mateus Reiners, representou pela expedição de novos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e prisão preventiva de suspeitos. O pedido foi acolhido pelo Ministério Público Estadual e autorizado pela Justiça.

Um dos investigados morreu antes da operação

Ao todo, seis pessoas tiveram a prisão preventiva decretada no âmbito da Operação Halosis. Um dos investigados, no entanto, morreu antes do cumprimento da ordem judicial. Ele foi vítima de homicídio em 7 de março de 2026, após ser baleado em um bar da região.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do crime.

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Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Civil de Mato Grosso.

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