Uma operação conjunta em Mato Grosso, entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal, resultou no resgate de 12 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma fazenda em Alto Taquari. As vítimas, em sua maioria naturais do Maranhão, foram atraídas por falsas promessas de emprego e atuavam no corte de eucalipto e na produção de carvão em situação de extrema precariedade.
A fiscalização constatou que os trabalhadores viviam em alojamentos improvisados, sem higiene, água filtrada ou instalações sanitárias adequadas. Além da falta de registro em carteira e de equipamentos de proteção, o grupo enfrentava jornadas excessivas e isolamento geográfico, estando a cerca de 100 quilômetros da cidade mais próxima. Relatos colhidos durante a ação indicaram que acidentes de trabalho eram comuns e que alguns trabalhadores permaneciam nessas condições degradantes há mais de dois anos.
Imediatamente após o resgate, o empregador foi obrigado a arcar com os custos de hospedagem adequada para o grupo e a efetuar o pagamento das verbas rescisórias. Os trabalhadores também tiveram acesso ao seguro-desemprego especial, pago em três parcelas. No total, a operação movimentou cerca de R$ 400 mil em pagamentos trabalhistas e indenizações, reforçando o rigor das autoridades no combate à exploração laboral no campo.
Como desfecho jurídico, o proprietário da fazenda assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT, comprometendo-se a regularizar as frentes de trabalho. O acordo estabeleceu indenizações individuais que variam entre R$ 10 mil e R$ 60 mil para cada resgatado, além do pagamento de R$ 50 mil por danos morais coletivos, servindo como uma medida punitiva e pedagógica para evitar a reincidência de tais práticas na região.
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