Uma médica de 38 anos foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (26) em Nova Santa Helena, no norte de Mato Grosso, suspeita de integrar um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A ordem judicial foi cumprida pela Polícia Civil, em apoio à corporação da Paraíba, dentro da Operação Argos.
A prisão faz parte de uma ofensiva que atinge diferentes estados e mira uma organização criminosa armada com ramificações interestaduais e movimentação financeira considerada de grande porte. Durante o cumprimento do mandado, os investigadores apreenderam um Hyundai Creta, aparelho celular, notebook e joias.
A ação em território mato-grossense foi executada pela equipe da Delegacia Regional de Guarantã do Norte. Conforme informações da Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva foi expedido no contexto de uma investigação mais ampla conduzida pela Polícia Civil da Paraíba, que apura a estrutura e o funcionamento do grupo.
A Operação Argos ocorre de forma simultânea em 13 cidades distribuídas por quatro estados: Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso. Ao todo, são cumpridos 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão. A estratégia, segundo os investigadores, é atingir não apenas os integrantes, mas principalmente o patrimônio acumulado pela organização.
O foco central da ofensiva é a descapitalização da estrutura criminosa. Houve determinação judicial para bloqueio de R$ 104.881.124,34 em ativos financeiros. Também foram ordenados o sequestro de 13 imóveis de alto padrão e de 40 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões. A pergunta que norteia a investigação agora é: qual era o real alcance financeiro desse esquema?
De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, o grupo funcionava como uma espécie de “holding do crime”, com divisão estruturada de tarefas. Havia um núcleo responsável pelo transporte de entorpecentes em carretas vinculadas a empresas formalmente constituídas, além de um setor financeiro especializado na lavagem de dinheiro. Desde 2023, a organização teria movimentado aproximadamente R$ 500 milhões.
As apurações seguem em curso para detalhar a participação individual de cada investigado e rastrear a origem e o destino dos recursos. A Polícia Civil informou que novas diligências não estão descartadas, conforme o avanço da análise de documentos, equipamentos eletrônicos e bens apreendidos durante a operação.
As informações foram divulgadas oficialmente pela Polícia Civil de Mato Grosso e pela Polícia Civil da Paraíba.
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