Mato Grosso integra grupo nacional de turismo de pesca

Estado participa de iniciativa que visa atrair pescadores estrangeiros e fortalecer o setor.

O Mato Grosso passou a integrar um grupo de trabalho nacional voltado ao desenvolvimento do turismo de pesca no Brasil, conforme divulgado pelo Ministério do Turismo durante o 4º Fórum Nacional do Turismo de Pesca, realizado nesta quinta-feira (12.3) na abertura da Pesca Trade Show 2026. O encontro reuniu representantes de estados, empresários e especialistas para debater estratégias que posicionem o país como destino internacional de pesca esportiva.

O grupo inclui, além de Mato Grosso, os estados de Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Tocantins, Amazonas, São Paulo e Roraima, com participação de órgãos federais como o Ministério da Pesca e a Embratur. O objetivo é estruturar ações conjuntas para atrair pescadores estrangeiros e consolidar a produção de dados sobre o setor.

Contexto e potencial econômico

Segundo Marcos Glueck, presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe) e proprietário de uma pousada de pesca em Cuiabá, o Brasil ainda carece de informações consolidadas sobre o impacto econômico e o número de praticantes de pesca esportiva, o que dificulta a criação de políticas públicas eficazes.

“Um dos objetivos do nosso grupo de trabalho é justamente buscar esses números. São dados importantes para mostrar o tamanho do setor e principalmente o impacto na geração de emprego e renda em comunidades que muitas vezes não têm outras atividades econômicas”, afirmou Glueck durante o fórum.

Estudos apresentados indicam que o turismo de pesca movimentou cerca de 72 bilhões de dólares no mundo em 2023, podendo chegar a 211 bilhões de dólares nos próximos anos. Apenas na Europa, estima-se que existam 25 milhões de pescadores esportivos, com perfil de turista que dedica 18 dias anuais à atividade, permanece em média dez noites em viagens de pesca e gasta 36% mais do que turistas de outras modalidades. Além disso, 75% desses turistas buscam experiências complementares, como gastronomia, ecoturismo, visitas culturais e interação com comunidades locais.

Políticas públicas em Mato Grosso

De acordo com Maria Leticia Arruda, secretária adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Mato Grosso possui vantagens naturais estratégicas para o turismo de pesca, incluindo o acesso rápido aos biomas do Pantanal, Cerrado e Amazônia. O estado tem adotado medidas específicas, como a lei do transporte zero para espécies nativas, programas de capacitação de condutores de pesca esportiva e inventários turísticos para orientar investimentos.

“A pesca esportiva é um segmento muito organizado e unido. Com políticas públicas, parceria com o setor privado e participação em eventos como este, conseguimos mostrar o potencial de Mato Grosso e ampliar a atração de turistas para o estado”, destacou Arruda.

O fórum também reforçou a importância da sustentabilidade no desenvolvimento do setor. Associada à conservação ambiental e ao turismo de experiência, a pesca esportiva pode gerar renda para comunidades locais e fortalecer atividades complementares, como gastronomia regional, ecoturismo e turismo cultural.

Reportagem baseada em Ministério do Turismo, Embratur e Anepe.

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