O Ministério da Agricultura e Pecuária determinou o recolhimento de lotes de café torrado comercializados em Mato Grosso após análises apontarem irregularidades que levaram à desclassificação dos produtos. A medida foi adotada depois que a fiscalização constatou a presença de matérias estranhas e impurezas acima dos limites legais, resultando na retirada imediata dos lotes do mercado.
A decisão foi tomada a partir de ações conduzidas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária. Segundo o órgão, os resultados laboratoriais indicaram que os produtos avaliados não atendiam aos padrões mínimos exigidos pela legislação vigente, o que motivou a emissão de alerta aos consumidores e a ordem de recolhimento.
Em Mato Grosso, a fiscalização identificou irregularidades em lotes da marca Made in Brazil, produzidos pela empresa MF Indústria Paulista de Café Ltda.. Os produtos haviam sido adquiridos por meio de compras realizadas pelo poder público, o que ampliou a atenção sobre o caso, já que o fornecimento envolvia consumo institucional.
As análises apontaram o mesmo tipo de não conformidade observado em outros Estados: a presença de impurezas acima do padrão permitido. Diante disso, os lotes foram enquadrados entre aqueles que devem ser retirados de circulação, conforme os critérios técnicos adotados pela fiscalização federal.
Outras marcas e abrangência da fiscalização
No levantamento divulgado pelo Mapa, a maior parte das ocorrências envolve a marca Terra da Gente, nas versões tradicional e extra forte. Diversos lotes fabricados por empresas sediadas em São Paulo foram identificados com irregularidades e estavam sendo comercializados em supermercados, atacadistas e centros de distribuição de diferentes Estados.
Além dessa marca, a fiscalização também encontrou problemas em produtos identificados como Jalapão, com registros no Tocantins, e Q-Delícia, no Ceará. Em todos os casos, o motivo da desclassificação foi o mesmo: matérias estranhas e impurezas acima do limite estabelecido pela legislação sanitária.
De acordo com o ministério, as análises foram realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária, responsáveis por verificar a conformidade de produtos de origem vegetal. A presença desse tipo de impureza pode indicar falhas no processo de fabricação ou na seleção da matéria-prima, comprometendo o padrão mínimo de qualidade exigido para o consumo.
O Mapa orienta que consumidores que tenham adquirido os produtos listados interrompam imediatamente o consumo e procurem o estabelecimento onde efetuaram a compra para solicitar a substituição, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias também podem ser registradas pela plataforma Fala.BR, com a identificação do local onde o produto foi adquirido. As informações são do próprio Ministério da Agricultura e Pecuária.
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