A Vigilância em Saúde de Lucas do Rio Verde realizou, nesta quarta-feira (18), a entrega do medicamento Nirsevimabe à direção do Hospital São Lucas, marcando um avanço importante na proteção de recém-nascidos contra doenças respiratórias graves. O anticorpo, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, passa a integrar a rede pública de saúde no combate ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite.
A entrega contou com a participação da coordenadora da Vigilância em Saúde, Claudia Engelmann, e da diretora executiva da unidade hospitalar, Gabriela Refatti, que destacaram a importância da nova tecnologia para a saúde infantil no município.
Estratégia garante proteção imediata aos bebês
Segundo Claudia Engelmann, o Nirsevimabe representa uma mudança significativa na estratégia de prevenção. Diferente das vacinas tradicionais, o medicamento já fornece a proteção pronta ao organismo, garantindo efeito imediato após a aplicação.
A aplicação será feita ainda na maternidade, contemplando bebês prematuros com até 36 semanas e 6 dias de gestação. A proteção pode durar até seis meses, período considerado mais crítico para infecções respiratórias.
A coordenadora também ressaltou que o momento é estratégico, já que o município entra no período de maior circulação do vírus, aumentando os riscos para recém-nascidos.
Dupla proteção amplia cobertura contra o VSR
Além do anticorpo, o Ministério da Saúde mantém a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, formando uma estratégia de dupla proteção. Nesse modelo, a mãe transfere anticorpos ao bebê ainda durante a gestação, enquanto o prematuro recebe a proteção direta ao nascer.
Mesmo com a vacinação materna, todos os bebês prematuros terão direito ao Nirsevimabe. A previsão é que, em uma próxima etapa, crianças menores de dois anos com comorbidades também sejam contempladas.
Alto custo reforça importância do SUS
Outro ponto destacado por Claudia Engelmann é o valor elevado do medicamento. Na rede privada, cada dose pode custar cerca de R$ 3,6 mil, o que evidencia o impacto do investimento público.
A expectativa é reduzir internações, necessidade de UTI e complicações respiratórias, além de possíveis efeitos a longo prazo, como problemas pulmonares recorrentes.
Hospital já inicia aplicação nos primeiros pacientes
De acordo com Gabriela Refatti, o Hospital São Lucas já iniciou a aplicação do anticorpo em bebês que se enquadram nos critérios. A unidade, referência em atendimento materno-infantil, realiza cerca de 130 partos por mês e conta com UTI neonatal.
Neste primeiro momento, o município recebeu 20 doses, sendo que seis bebês internados já estão aptos a receber o medicamento.
Para a diretora, a chegada do Nirsevimabe representa um avanço significativo. “Sabemos o quanto a bronquiolite impacta os bebês, especialmente os prematuros. Ter acesso a esse anticorpo fortalece a proteção e reduz riscos”, destacou.
Proteção ampliada para os mais vulneráveis
Com a introdução do medicamento na rede pública, a expectativa é fortalecer a assistência à primeira infância e reduzir significativamente os casos graves de bronquiolite em Lucas do Rio Verde, especialmente entre os bebês mais vulneráveis.
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