Câmara de Lucas do Rio Verde debate mudanças no PCCS com servidores da educação

Reunião pública reuniu cerca de 200 profissionais para discutir projeto que prevê reenquadramento dos servidores de apoio educacional no plano geral do funcionalismo. Debate sobre carreira e direitos do apoio educacional

Cerca de 200 servidores de apoio da educação participaram, na noite desta quinta-feira (5), de uma reunião pública realizada no plenário da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde para discutir o Projeto de Lei que trata do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria. A proposta, que atualmente tramita nas comissões do Legislativo, prevê alterações no enquadramento desses profissionais dentro da estrutura do funcionalismo municipal.

A reunião foi proposta pelo presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereador Márcio Albieri, com o objetivo de garantir que os servidores diretamente impactados pela proposta pudessem conhecer os detalhes do projeto e apresentar sugestões antes da votação em plenário.

Segundo Albieri, a iniciativa buscou ampliar o diálogo com a categoria, evitando que o projeto fosse apreciado sem que os profissionais tivessem a oportunidade de compreender as mudanças previstas. Ele explicou que a proposta trata principalmente do reenquadramento dos servidores de apoio da educação, que atualmente não estão contemplados nem no PCCS da educação nem no plano geral do funcionalismo.

De acordo com o vereador, essa situação acaba gerando prejuízos à categoria, que deixa de ter acesso a benefícios previstos em ambos os planos. A proposta em discussão prevê a migração desses profissionais para o PCCS geral do município, o que possibilitaria que eles passem a ter acesso aos direitos e vantagens garantidos aos demais servidores.

Diálogo e participação dos servidores

O presidente da Câmara Municipal, vereador Airton Callai, destacou que o encontro foi importante para esclarecer dúvidas e reforçar o compromisso do Legislativo com a transparência no processo de discussão do projeto.

Callai ressaltou que a presença expressiva dos servidores demonstra o interesse da categoria em acompanhar as mudanças que podem impactar diretamente suas carreiras. Segundo ele, o papel do Legislativo é justamente promover esse diálogo antes da votação de propostas que afetam a vida dos trabalhadores.

Durante a reunião, foram apresentados detalhes do projeto que prevê a migração dos servidores atualmente vinculados ao Estatuto 199 para o regime previsto na Lei 233, que trata do plano geral do funcionalismo municipal. Conforme explicado, a mudança poderá garantir avanços como progressão de carreira, adicionais por atuação em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e reconhecimento de títulos acadêmicos.

O presidente da Câmara também destacou que foi assegurado aos servidores que não haverá perdas salariais ou de direitos com a mudança de enquadramento. A garantia foi apresentada durante a reunião pela equipe jurídica da Casa de Leis.

Segundo Callai, eventuais ajustes no projeto poderão ser realizados por meio de emendas durante a tramitação nas comissões, processo que deve ocorrer antes da votação final em plenário.

Sindicato apresenta sugestões ao projeto

O encontro também contou com a participação do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), subsede de Lucas do Rio Verde. O presidente da entidade no município, Ericksen Carpes, avaliou a reunião como um momento importante de diálogo entre servidores, sindicato e vereadores.

Carpes destacou que o projeto impacta diretamente os profissionais que atuam nas equipes de apoio da educação e que, por isso, o sindicato acompanha de perto a tramitação da proposta para garantir que não haja prejuízos à categoria.

Durante a reunião, o Sintep apresentou sugestões de alterações no texto do projeto. Entre os pontos levantados estão ajustes na descrição de alguns cargos citados no artigo segundo da proposta, para incluir a denominação “escolar”, evitando interpretações equivocadas no futuro sobre a vinculação desses profissionais à rede de ensino.

Outro ponto apontado pelo sindicato diz respeito às atribuições previstas para os monitores de sala nos anexos do projeto. Segundo a entidade, algumas alterações poderiam gerar impactos negativos para a categoria, motivo pelo qual foram apresentadas propostas de correção.

De acordo com Carpes, os vereadores se comprometeram a analisar as sugestões e apresentar emendas para garantir que o texto final preserve os direitos dos servidores.

Com a realização da reunião pública e a apresentação das contribuições da categoria, o projeto segue agora em tramitação nas comissões da Câmara Municipal. A expectativa é de que a proposta avance para votação nas próximas sessões, já com possíveis ajustes incorporados ao texto original.

A discussão sobre o PCCS dos servidores de apoio da educação mobiliza uma parcela significativa do funcionalismo municipal e reforça a importância do diálogo entre Legislativo, trabalhadores e entidades representativas na construção de políticas que impactam diretamente o serviço público e a valorização profissional.

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