Justiça Eleitoral realiza mutirão de biometria na Aldeia Tatuí em Juara

Ação da 27ª Zona Eleitoral busca ampliar o cadastro biométrico e facilitar o acesso de indígenas da Terra Indígena Apiaká-Kayabi aos serviços eleitorais

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso promove, na próxima terça-feira (17), um mutirão de atendimento voltado à etnia Apiaká-Kayabi, na Aldeia Tatuí, em Juara.

A ação, coordenada pela 27ª Zona Eleitoral, busca facilitar o acesso aos serviços eleitorais para os cerca de 885 indígenas que vivem às margens do Rio dos Peixes, superando os desafios logísticos impostos pelo período chuvoso e pelas estradas de difícil acesso na região.

O foco principal da iniciativa é a coleta de dados biométricos, serviço essencial para garantir a segurança do processo de votação e a autenticidade do eleitor.

Além da biometria, os moradores poderão realizar o alistamento eleitoral (primeiro título) e a atualização cadastral. O atendimento será realizado diretamente na aldeia, das 8h às 16h, permitindo que o eleitor já saia com o documento em mãos e orientação para o uso do aplicativo e-Título.

Prazo final e metas em Juara

A realização deste mutirão é estratégica, uma vez que o dia 6 de maio é o prazo final para a regularização da situação eleitoral e coleta biométrica antes do fechamento do cadastro.

Juara conta atualmente com 24.937 eleitores aptos, sendo que 81,05% já possuem biometria cadastrada. A meta é atingir os 4.725 eleitores restantes para elevar a posição do município no ranking estadual de cadastramento.

Para a execução do serviço, a Justiça Eleitoral deslocará dois funcionários e kits biométricos padronizados pelo TSE, compostos por scanners, câmeras digitais e computadores portáteis. A ação integra a campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria do TRE-MT, que visa universalizar a identificação digital em todo o estado.

Segurança e inclusão tecnológica

A biometria representa um avanço na confiabilidade das eleições, pois impede a duplicidade no cadastro e garante que cada cidadão vote apenas uma vez.

Para comunidades tradicionais e de difícil acesso, como a Terra Indígena Apiaká-Kayabi, os mutirões são fundamentais para assegurar que o direito ao voto não seja cerceado por barreiras geográficas ou climáticas.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.