O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) intensificou a cobrança sobre o Governo do Estado para a conclusão das obras de ampliação do sistema socioeducativo em Cuiabá.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (19), promotores e procuradores de Justiça classificaram a situação atual como “gravíssima” e “caótica”, destacando que o atraso de mais de um ano na unidade masculina impede o atendimento adequado e a oferta de novas vagas para adolescentes que cometeram infrações graves.
Atualmente, os jovens estão sendo mantidos em instalações provisórias e inadequadas, já que Cuiabá centraliza a demanda de todo o estado.
O descumprimento de um acordo judicial, que previa a entrega da obra para dezembro de 2024, é o ponto central da pressão do Ministério Público. Vistorias realizadas no fim do ano passado e em fevereiro deste ano confirmaram que a construção segue estagnada, sem avanços significativos.
Além da infraestrutura física, o debate incluiu a reforma da unidade feminina da capital e o início das obras em Tangará da Serra e Cáceres. No entanto, o foco das autoridades vai além das paredes das unidades: há uma preocupação urgente com o recrutamento de jovens por facções criminosas.
Como resposta, o encontro defendeu o fortalecimento de cursos profissionalizantes e projetos de ressocialização, buscando oferecer alternativas reais de trabalho e impedir que o adolescente retorne ao crime após o cumprimento da medida.
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