O Tribunal do Júri de Primavera do Leste concluiu, após 17 horas de sessão, o julgamento de um caso de extrema violência motivado por conflitos entre facções criminosas. Três réus foram condenados por homicídio qualificado e tortura mediante sequestro, em crimes ocorridos em junho de 2024. A sentença determinou que os culpados iniciem o cumprimento das penas em regime fechado, sem o direito de recorrer em liberdade.
De acordo com as investigações, o casal de vítimas foi mantido em cativeiro e submetido a intensas agressões físicas e psicológicas. O homem foi executado com pelo menos 13 disparos de arma de fogo, enquanto a mulher sobreviveu após passar por sessões de tortura, incluindo simulações de afogamento e ameaças constantes. A motivação do crime teria sido a suspeita de que a vítima possuía ligações com um grupo rival aos autores.
As punições aplicadas foram rigorosas, variando entre 29 e 35 anos de reclusão. Além dos crimes de sangue e tortura, um dos envolvidos também foi sentenciado por tráfico de drogas. Por outro lado, o conselho de sentença optou pela absolvição dos réus quanto à acusação de corrupção de menores.
Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou provas e fundamentações que evidenciaram o grau de crueldade e o envolvimento com organizações criminosas. Para as autoridades, o resultado do júri é um marco significativo no combate à violência sistemática e aos crimes orquestrados por facções na região, reforçando a resposta estatal diante de atos de tamanha gravidade.
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