Uma operação da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso esclareceu o assassinato de dois jovens no município de Juína, região noroeste do estado. O primeiro corpo, de um rapaz de 25 anos morador de Campo Grande (MS), foi localizado na última quinta-feira (29) no Rio Juína Mirim. A segunda vítima, de 27 anos, foi encontrada dias depois em uma área de mata.
De acordo com as autoridades, as execuções foram motivadas por uma suposta rivalidade entre facções criminosas. O grupo responsável pelos crimes é composto por sete adolescentes e um motorista de aplicativo, de 39 anos, que teria auxiliado no transporte e na ocultação dos cadáveres.
Violência extrema e confissão
As investigações avançaram após a apreensão de um dos adolescentes, que confessou os homicídios e detalhou a crueldade das ações, realizadas sob ordens de lideranças criminosas:
- Primeira Vítima (25 anos): Foi amordaçada e morta por enforcamento. O corpo foi transportado no porta-malas de um carro e jogado no rio conhecido como “Juinão”.
- Segunda Vítima (27 anos): Sofreu tortura e espancamento antes de ser enforcada e decapitada. O corpo foi escondido em uma região de floresta.
O motorista de aplicativo envolvido foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e corrupção de menores. O jovem de 25 anos será sepultado neste domingo (1º) em sua cidade natal, Campo Grande.
Arsenal e drogas apreendidos
Durante as buscas nas residências dos suspeitos, a polícia encontrou um arsenal e materiais que reforçam a ligação do grupo com o tráfico de drogas:
- Armamento: Uma pistola .40 com numeração raspada e uma garrucha artesanal calibre .22.
- Entorpecentes: Porções de cocaína, pasta base, balança de precisão e cinco litros de “loló”.
- Munições: Diversos projéteis de calibres variados e frascos para embalagem.
Desfecho Jurídico
Os sete menores responderão por atos infracionais análogos a homicídio, ocultação de cadáver, organização criminosa e posse ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil solicitou a internação imediata dos adolescentes devido à gravidade e frieza dos atos. O homem de 39 anos permanece preso à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis mandantes dos crimes.
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