O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreendeu 26,3 toneladas de drogas entre janeiro e setembro de 2026, superando em 4,8 toneladas o total registrado durante todo o ano de 2025. Os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso apontam que as operações causaram prejuízo estimado em R$ 371 milhões às facções criminosas.
O balanço considera as ações realizadas até 30 de setembro. Nesse período, o Gefron registrou 199 ocorrências e prendeu 324 pessoas, além de cumprir mandados de prisão que resultaram em outras 13 prisões, conforme os dados apresentados pela unidade especializada.
Apreensões superam resultado de 2025
Em 2025, as equipes retiraram de circulação 21,5 toneladas de entorpecentes. Nos nove primeiros meses de 2026, o volume chegou a 26,3 toneladas, uma diferença de 4,8 toneladas, equivalente a aproximadamente 22,3% acima do total do ano anterior.
O resultado parcial indica a dimensão das operações realizadas na região de fronteira. A posição geográfica do estado, que faz divisa com a Bolívia, exige ações de fiscalização e cooperação entre diferentes órgãos para combater o tráfico de drogas e outros crimes transfronteiriços.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, as atividades do Gefron também envolvem a apreensão de bens utilizados em atividades ilícitas. A retirada desses materiais pode reduzir os recursos disponíveis para organizações criminosas, embora o impacto sobre os índices de criminalidade dependa de outros fatores e de avaliações específicas.
Balanço reúne prisões, veículos e armas
Entre janeiro e setembro, as operações resultaram na apreensão de 135 veículos e 12 aeronaves. As equipes também recolheram 57 armas de fogo e 5.731 munições, além de R$ 267 mil em dinheiro.
O levantamento inclui ainda 135 metros cúbicos de madeira e mais de seis mil quilos de materiais relacionados a crimes de contrabando e descaminho. Esses resultados demonstram que a atuação da unidade não se limita ao combate ao tráfico de entorpecentes.
Das 324 pessoas presas contabilizadas no período, 198 eram brasileiras, 21 eram bolivianas e duas tinham outras nacionalidades. A soma dessas categorias é de 221 pessoas, portanto os dados divulgados não detalham a nacionalidade das 103 restantes. O balanço também informa 13 prisões decorrentes do cumprimento de mandados, sem esclarecer se esses registros estão incluídos no total de 324.
Integração reforça ações na fronteira
A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, afirmou que o combate ao tráfico contribui para enfraquecer financeiramente as facções criminosas. Segundo ela, os efeitos das operações podem alcançar municípios de outros estados, especialmente em regiões afetadas pelas rotas do tráfico.
“Mato Grosso está na rota do tráfico nacional e internacional de drogas, e o Gefron atua justamente para combater esse crime, de forma integrada com as demais forças de segurança”, declarou a secretária. Ela também atribuiu os resultados aos investimentos estaduais em segurança pública.
O coordenador do Gefron, tenente-coronel Airton Araújo Feitosa, destacou três áreas de investimento: equipamentos e tecnologia, capacitação dos profissionais e treinamento contínuo. De acordo com ele, a integração entre forças municipais, estaduais e federais, somada à cooperação internacional, permite ampliar o alcance das operações.
Feitosa também afirmou que a unidade conta com recursos tecnológicos, armamentos modernos e uma equipe de inteligência atuante. Segundo o coordenador, essa estrutura contribui para apreensões de grande porte, inclusive em operações realizadas fora do Brasil.
Gefron acumula resultados desde 2019
O balanço histórico apresentado pela unidade mostra que, entre 2019 e setembro de 2026, foram apreendidas cerca de 130 toneladas de drogas. No mesmo intervalo, as equipes recuperaram mais de 2.100 veículos, apreenderam 79 aeronaves e recolheram 1.300 metros cúbicos de madeira.
As operações acumuladas nesse período também resultaram em mais de três mil prisões. Conforme o levantamento oficial, o prejuízo estimado às facções criminosas chegou a R$ 2,7 bilhões.
Os valores financeiros divulgados representam estimativas do impacto econômico das apreensões, e não necessariamente dinheiro efetivamente retirado das contas das organizações criminosas. O balanço não detalha a metodologia utilizada para calcular esses prejuízos, o que limita comparações independentes entre períodos e operações.
Para acompanhar os resultados do combate ao tráfico na fronteira, o leitor pode consultar os comunicados e balanços publicados pelos órgãos oficiais de segurança pública, observando as datas de referência e os critérios utilizados na contabilização dos dados.
Reportagem baseada em informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso e em declarações da secretária Susane Tamanho e do coordenador do Gefron, tenente-coronel Airton Araújo Feitosa. Os dados apresentados correspondem ao balanço informado até 30 de setembro de 2026.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.