O crime de feminicídio atingiu 36 municípios de Mato Grosso em 2025, o equivalente a 25% das cidades do estado. O dado consta no Relatório das mortes violentas de mulheres e meninas por razão de gênero – 2025, elaborado pela Polícia Judiciária Civil, que aponta o município de Sinop como o local com maior número de registros, totalizando seis casos.
Conforme o levantamento oficial, os crimes foram registrados em todas as 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs), demonstrando que a violência letal contra mulheres se espalhou por todo o território estadual. Além de Sinop, os municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Lucas do Rio Verde aparecem na sequência com três ocorrências cada.
Outras cidades de médio porte e com forte atividade econômica também figuram nas estatísticas. De acordo com o relatório da Polícia Civil, Sorriso, Rondonópolis, Nova Mutum, Nobres, Guarantã do Norte e Cáceres registraram dois feminicídios cada ao longo do ano.
A análise regional indica maior impacto nas regiões Norte e Médio-Norte do estado. A RISP 3, com sede em Sinop, contabilizou nove ocorrências, incluindo casos registrados também nos municípios de Sorriso e Vera. Já a RISP 14 teve registros em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e São José do Rio Claro.
Segundo o relatório, regiões marcadas por forte crescimento econômico e aumento populacional apresentam maior incidência desse tipo de crime. A RISP 15 somou seis feminicídios distribuídos entre Marcelândia, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Nova Guarita e Nova Santa Helena.
No sul do estado, a RISP 4 também registrou seis ocorrências, com casos distribuídos entre Rondonópolis, Itiquira, Jaciara, Juscimeira e Novo Santo Antônio. Já a região metropolitana formada por Cuiabá e Várzea Grande concentrou 10 feminicídios.
Apesar da concentração em alguns polos urbanos, o relatório destaca que a maioria das cidades afetadas — 26 municípios — registrou apenas um caso. Conforme a análise da Polícia Judiciária Civil, essa dispersão indica que o feminicídio alcança tanto grandes centros quanto localidades de baixa densidade populacional, incluindo áreas de fronteira e regiões com forte fluxo migratório.
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