Quais são os principais desafios ambientais enfrentados pelo Rio Cuiabá hoje? Entre os dias 9 e 13 de março, uma força-tarefa vai percorrer o principal curso d’água da região metropolitana para atualizar o diagnóstico ambiental e ampliar o diálogo com comunidades tradicionais.
A 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá será liderada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e participação de órgãos ambientais e instituições parceiras. O objetivo central é unir fiscalização ambiental e escuta das comunidades ribeirinhas.
Durante o trajeto, a equipe vai mapear possíveis irregularidades, como:
- presença de dragas;
- instalação de tablados irregulares;
- descarte inadequado de lixo;
- lançamento de esgoto;
- desmatamento das margens;
- pontos de assoreamento.
Ao mesmo tempo, pescadores, ribeirinhos e lideranças locais serão ouvidos para relatar impactos sociais e econômicos relacionados ao uso do Rio Cuiabá e à atividade pesqueira.
Percurso da expedição
A navegação terá início na região da barragem de Manso e seguirá até o Pantanal, com encerramento em Porto Jofre. O roteiro inclui passagens por Rosário Oeste, Acorizal, Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Poconé.
Entre as agendas previstas estão reuniões públicas, visitas técnicas e encontros em centros comunitários e na Câmara Municipal de Poconé. A programação começa às 7h30 do dia 9, com as primeiras paradas nas comunidades Padilha e Acopari.
Apoio institucional
A força-tarefa contará com embarcações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), da Marinha do Brasil – Capitania Fluvial de Mato Grosso e do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental. Também participam representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), integrantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá, técnicos e pesquisadores.
Impactos da Lei do Transporte Zero
Outro foco da expedição no Rio Cuiabá é avaliar os efeitos da Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero. A norma impacta diretamente a pesca e o transporte de pescado nos municípios ribeirinhos.
Como presidente do Observatório da Pesca da ALMT, o parlamentar pretende reunir dados sobre os reflexos da legislação na economia local e na subsistência das famílias que dependem do rio.
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