A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão de um empresário e corretor de imóveis apontado como um dos principais líderes de um esquema interestadual de tráfico de drogas e lavagem de capitais vinculado ao Comando Vermelho. A captura ocorreu na capital Cuiabá, durante a quinta-feira (27), no âmbito da Operação Efatá, conduzida pelas equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
De acordo com o inquérito policial, o investigado detém a propriedade de uma empresa voltada à manutenção de elevadores, estabelecimento comercial que também figurou como alvo das ordens judiciais de busca. A identidade do suspeito foi preservada pelas autoridades em cumprimento às diretrizes da legislação vigente em Mato Grosso.
Bloqueio de Bens e Apreensões Milionárias
A operação policial mobilizou o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão domiciliar e comercial, além de assegurar o bloqueio judicial de nove contas bancárias e decretar o sequestro de bens e ativos patrimoniais avaliados globalmente em R$ 41,2 milhões.
- Material Recolhido: Durante as buscas na residência do empresário, os agentes apreenderam cadernos contendo anotações detalhadas de contabilidade paralela, evidenciando expressivas movimentações financeiras típicas de lavagem de dinheiro, além de relógios de alto padrão e montantes em espécie.
- Esquema de Fachada: Conforme o avanço das apurações iniciadas em 2023, o grupo criminoso utilizava distribuidoras de bebidas como empresas de fachada para conferir aparência de legalidade ao capital ilícito, recorrendo também ao uso intensivo de dinheiro vivo para despistar os órgãos de controle financeiro.
Desdobramentos e Envolvimento de Outros Atores
As investigações apontam que a rede criminosa movimentou um montante estimado em R$ 500 milhões ao longo de suas operações. O esquema também envolveu outros profissionais: na primeira fase da Operação Efatá, realizada em 2025, um advogado criminalista já havia sido identificado e alvo de medidas cautelares por suspeita de participação no núcleo de apoio jurídico e financeiro da organização.
Os bens sequestrados e os valores bloqueados permanecem sob custódia da Justiça para subsidiar a continuação das investigações da Denarc, que busca desarticar integralmente a estrutura econômica do grupo criminoso no estado.
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