Fim da espera no SUS: Mato Grosso renova contrato de especialistas e ganha reforço médico em Cuiabá e Rondonópolis

Prorrogação garantida pelo Ministério da Saúde mantém atendimentos sem interrupção e injeta 16 novos profissionais na rede pública estadual.

Conseguir uma consulta especializada ou a marcação de um exame complexo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) costuma ser uma prova de paciência para milhares de famílias em Mato Grosso.

Para aliviar essa pressão e impedir que a fila ande para trás, o Ministério da Saúde decidiu prorrogar até fevereiro do ano que vem a permanência dos profissionais do projeto Mais Médicos Especialistas no estado.

A canetada garante que a população não fique desassistida até a publicação do novo edital do programa, previsto para sair em dezembro.

Mas a boa notícia não para por aí: além de manter os 13 especialistas que já atuam em Mato Grosso — garantindo atendimento em áreas críticas como anestesiologia, cirurgia geral, colonoscopia, colposcopia e endoscopia —, a rede pública ganha o reforço imediato de 16 novos médicos nesta semana. Os recém-chegados vão atuar diretamente nos gargalos de atendimento de Cuiabá e Rondonópolis.

Sopro de alívio nos centros cirúrgicos

A chegada dos novos médicos ataca um dos nós mais cegos da saúde pública: a falta de especialistas para viabilizar cirurgias e exames preventivos. No cenário nacional, onde o projeto reúne 2 mil especialistas, cerca de 500 são anestesiologistas — profissionais indispensáveis para colocar os centros cirúrgicos para funcionar em capacidade máxima e zerar a espera por procedimentos represados.

Outro trunfo do modelo é a descentralização. Atualmente, 52% de todo o contingente do programa no Brasil está alocado no interior, descentralizando a medicina de alta complexidade que antes se concentrava apenas nas grandes capitais.

Semente para o futuro: bolsas de residência em Mato Grosso

Além do alívio imediato nos consultórios, o Ministério da Saúde mantém a aposta na formação de novos talentos dentro do próprio estado. Atualmente, Mato Grosso conta com 583 residentes com bolsas custeadas pelo governo federal:

  • 384 médicos em especialização em programas de residência médica;

  • 199 profissionais de saúde em residências multiprofissionais.

Com o novo ciclo que se inicia nesta semana em todo o país — somando 451 novos médicos em campo —, o Brasil alcança a marca de 1.480 especialistas em atividade plena. Para o paciente mato-grossense que aguarda um diagnóstico, a medida representa mais do que estatística: é a certeza de que a porta do consultório continuará aberta.

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