Operação Déjà Vu apura fraude em sistema da Prefeitura

Polícia Civil cumpre 43 ordens judiciais em Cuiabá para investigar inserção de dados falsos e suspeita de corrupção.

Operação Déjà Vu foi deflagrada na manhã desta terça-feira (19), em Cuiabá, conforme divulgado oficialmente pela Polícia Civil de Mato Grosso. A ação cumpre 43 ordens judiciais para apurar indícios de inserção de dados falsos em sistemas informatizados da Procuradoria-Geral do Município, além de possíveis crimes de corrupção e associação criminosa, segundo a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Medidas judiciais e alcance da operação

Conforme apurado pela reportagem, foram cumpridas três prisões cautelares, 12 mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares diversas da prisão e três afastamentos do serviço público. A decisão também determinou quatro sequestros de bens e 12 bloqueios de valores, que somam R$ 491.450,45, conforme despacho do Juízo do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

A Polícia Civil informou, em nota oficial, que representou por providências para evitar a destruição de provas, garantir a correta instrução processual e assegurar eventual ressarcimento ao erário municipal. As ordens judiciais priorizam a coleta e preservação de dispositivos eletrônicos e registros digitais considerados estratégicos para a investigação.

Como funcionaria o esquema investigado

As investigações indicam o uso indevido de credenciais de acesso, como logins e senhas institucionais, e de rotinas internas para lançamentos e cancelamentos irregulares no sistema da Procuradoria-Geral. Segundo a Deccor, esses procedimentos teriam potencial impacto direto na arrecadação municipal e na regularidade de registros administrativos.

Também são apurados indícios de vantagem indevida, possivelmente associada a intermediações e supostos serviços oferecidos para alterar registros oficiais. A Operação Déjà Vu busca mapear a rastreabilidade digital dessas ações, identificando padrões recorrentes de comportamento operacional.

Por que o nome Déjà Vu

De acordo com a Polícia Civil, o nome da Operação Déjà Vu faz referência à repetição de padrões detectados ao longo da apuração, com registros semelhantes de lançamentos e cancelamentos, o que demandou aprofundamento técnico e análise pericial especializada.

O que diz a lei

  • Inserção de dados falsos em sistema informatizado é crime previsto no Código Penal.
  • Crimes contra a administração pública podem resultar em perda do cargo e ressarcimento ao erário.
  • Medidas cautelares visam proteger a investigação e o interesse público.

As apurações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das análises técnicas. O acompanhamento do caso é fundamental para a transparência da gestão pública e o controle social.

Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Civil de Mato Grosso e decisões do Judiciário estadual.

Box informativo

  • Operação: Déjà Vu
  • Órgão responsável: Polícia Civil / Deccor
  • Cidade: Cuiabá
  • Valor bloqueado: R$ 491.450,45

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