O Governo de Mato Grosso confirmou a entrega do primeiro grande trecho do BRT em Cuiabá, ligando o Aeroporto Internacional Marechal Rondon ao Comando-Geral da Polícia Militar, na Avenida do CPA. A inauguração está marcada para 30 de março, com liberação do corredor após a conclusão das obras civis.
O anúncio foi feito pelo secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, que informou que o segmento está na fase final de execução. O trecho entre o Shopping Pantanal e a Defensoria Pública é o mais avançado e já se encontra próximo da conclusão.
Na sequência, as frentes de trabalho seguem em direção à região do Coxipó, ampliando gradualmente a extensão do sistema. A estratégia do governo é liberar trechos conforme a finalização das obras, evitando longos períodos de interdição contínua. O que muda para quem circula diariamente pela região? A promessa é de maior fluidez e previsibilidade no transporte coletivo.
Paralelamente, a Secretaria de Infraestrutura iniciou a licitação e a elaboração dos projetos das estações do BRT. Esses projetos, no entanto, dependem da definição do modelo de veículo que vai operar no sistema, já que as especificações técnicas influenciam diretamente a estrutura das plataformas e acessos.
Nesse cenário, o Estado mantém negociações avançadas para a adoção do Bonde Urbano Digital, conhecido como BUD. Trata-se de um veículo totalmente elétrico, que opera nas mesmas pistas exclusivas do BRT e utiliza pneus de borracha semelhantes aos de ônibus convencionais, combinando alta capacidade de transporte com menor impacto ambiental.
Modelo de transporte e escolha tecnológica
Segundo Marcelo de Oliveira, a diretriz do governo é investir em um sistema moderno e alinhado à mobilidade urbana sustentável, descartando o uso de veículos movidos a diesel. O BUD em operação no Paraná possui cerca de 30 metros de comprimento, três eixos, capacidade para até 280 passageiros, ar-condicionado, operação bidirecional e velocidade máxima de 70 km/h.
Conforme o modelo adotado, o sistema pode alcançar capacidade de transporte de até 600 passageiros. A escolha do veículo é decisiva para o desenho final das estações e para o cronograma de implantação. Será esse o formato definitivo para a capital? A definição é tratada como etapa-chave do projeto.
Trechos finais e solução de engenharia
O último segmento a receber obras será entre o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e a Avenida XV de Novembro, no bairro Porto. Nesse ponto, será aplicado pavimento flexível, solução escolhida após estudos técnicos indicarem melhor desempenho em áreas onde o córrego da Prainha foi canalizado.
A Sinfra explicou que o pavimento flexível é compatível com as intervenções de drenagem realizadas pela concessionária Águas Cuiabá, previstas em Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público Estadual e a Prefeitura de Cuiabá. De acordo com os estudos, o uso de pavimento rígido poderia comprometer a drenagem e agravar alagamentos históricos da região.
Pelo cronograma, apenas as áreas das estações receberão pavimento de concreto. A expectativa do governo é concluir essa etapa final em prazo reduzido, permitindo a continuidade das obras e a consolidação do sistema de transporte coletivo. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado.
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