O estado de Mato Grosso alcançou neste domingo (2) de agosto de 2026 a expressiva marca de R$ 35 bilhões em arrecadação de tributos ao longo do ano. Conforme os dados consolidados pelo Impostômetro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), o patamar bilionário foi atingido com oito dias de antecedência em comparação ao mesmo marco registrado no ano passado (2025), evidenciando um ritmo de crescimento fiscal consideravelmente mais acelerado.
De acordo com a análise técnica divulgada pelo Instituto de Pesquisa da Federação (IPF-MT), esse desempenho robusto na arrecadação tributária decorre da combinação de fatores como o contínuo aquecimento da atividade produtiva e comercial, os impactos da inflação sobre os produtos e serviços, e a expansão natural na arrecadação de tributos que incidem diretamente sobre o consumo e a renda da população.
Participação nacional e ranking dos municípios mato-grossenses
O levantamento aponta que o estado de Mato Grosso responde atualmente por 1,25% do total de R$ 2,4 trilhões que já foram arrecadados em tributos em todo o território nacional até este domingo (2). Embora o estado não figure entre os maiores polos arrecadadores absolutos do país, o ritmo de crescimento da receita estadual manteve-se superior ao verificado no mesmo intervalo de 2024 e 2025.
Entre as cidades mato-grossenses, a capital Cuiabá lidera isoladamente o ranking de arrecadação local, somando R$ 728,7 milhões. Na sequência dos principais polos econômicos do interior aparecem os municípios de:
- Rondonópolis: R$ 196,6 milhões;
- Sinop: R$ 147,2 milhões;
- Várzea Grande: R$ 103,9 milhões;
- Sorriso: R$ 80,2 milhões;
- Lucas do Rio Verde: R$ 78,1 milhões.
Composição dos tributos e principais fontes de receita
Conforme destacou o gestor Sebastião Gonçalves, a liderança consolidada de Cuiabá e dos municípios do interior reflete de maneira direta a força da atividade produtiva, do setor de serviços e do consumo interno no estado.
No que tange à composição das receitas públicas, o levantamento estatístico demonstra que, na esfera federal, o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias concentram a fatia majoritária da arrecadação. No âmbito estadual, o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) permanece como a principal fonte de recursos para o cofre do governo. Já nos municípios, os maiores volumes financeiros arrecadados provêm do Imposto Sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.