Cuiabá registra queda de 63% nos acidentes com animais peçonhentos em janeiro

Mesmo com a redução dos números, a Secretaria de Saúde alerta que o monitoramento deve ser constante.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá divulgou o boletim epidemiológico referente aos acidentes com animais peçonhentos registrados no primeiro mês de 2026. Os dados revelam uma redução expressiva de 63,6% nas ocorrências em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em janeiro, foram contabilizados 39 atendimentos, todos classificados como casos leves e com evolução para cura, o que ratifica a eficiência do protocolo de resposta da rede municipal.

A média semanal de acidentes, que em 2025 chegava a 21,4 casos, caiu para 7,8 em 2026. A queda é considerada significativa pela vigilância epidemiológica, especialmente por ocorrer durante o período chuvoso, época em que o desalojamento desses animais de seus habitats naturais costuma elevar os índices de picadas e ferroadas em áreas urbanas.

O levantamento aponta que os escorpiões continuam sendo os principais agentes causadores de acidentes na capital, respondendo por 72% dos registros (28 casos). A lista segue com serpentes (10%), aranhas (5%) e outros animais, como lagartas e abelhas (13%). Geograficamente, os atendimentos foram distribuídos por 24 bairros, com maior incidência nas regiões da Grande Morada da Serra, Morada do Ouro, Jardim Imperial e Ribeirão do Lipa.

Mesmo com a redução dos números, a Secretaria de Saúde alerta que o monitoramento deve ser constante. A principal recomendação é o controle do ambiente doméstico para evitar a proliferação de insetos (como baratas) que servem de alimento para escorpiões e aranhas.

  • Barreiras Físicas: Instalar telas em ralos, frestas de portas e janelas.
  • Limpeza: Evitar o acúmulo de entulhos, restos de construção e folhagens secas nos quintais.
  • Proteção Individual: Utilizar calçados fechados e luvas de raspa de couro ao manipular materiais em depósitos ou jardins.

Em caso de picada ou ferroada, o paciente deve ser encaminhado imediatamente ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que opera 24 horas dentro da unidade de emergência do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), no bairro Ribeirão do Lipa. As autoridades reforçam que não se deve fazer torniquetes, aplicar substâncias caseiras ou tentar “sugar” o veneno, pois tais práticas agravam o quadro clínico e retardam o tratamento adequado com soros antivenenos.

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