O corpo de Diego Souza Santos, de 20 anos, foi encontrado na segunda-feira (26) em uma lavoura de soja, a cerca de 10 quilômetros de Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso. Segundo a Polícia Civil, o jovem havia sido sequestrado dois dias antes e acabou morto após ser submetido a tortura.
As investigações apontam que o crime foi cometido por integrantes de uma facção criminosa. Diego teria sido levado no sábado (24) e mantido sob poder dos suspeitos até ser assassinado. O corpo foi ocultado em meio à plantação e só localizado após diligências policiais.
De acordo com informações da Polícia Civil, Diego foi abordado junto com dois colegas de trabalho no bairro Jardim das Palmeiras. Os três foram levados para uma área de mata, onde passaram por um chamado “tribunal do crime”. No local, tiveram braços e pernas amarrados com cabos de aço e foram agredidos.
Durante a ação, uma das vítimas conseguiu fugir. A segunda acabou liberada pelos criminosos. Diego, no entanto, permaneceu em poder do grupo e foi morto com golpes de faca, conforme apurado pelos investigadores. O caso só veio à tona quando familiares e conhecidos acionaram a polícia no dia seguinte.
Após serem informados sobre o desaparecimento, policiais civis iniciaram buscas e levantamentos que levaram à identificação dos envolvidos. As equipes conseguiram chegar rapidamente aos suspeitos e realizar as prisões ainda no domingo (25).
Prisões e confissões
Três pessoas foram presas: dois homens, de 20 e 27 anos, e uma mulher de 21 anos. Conforme dados da investigação, os detidos confessaram participação no sequestro, nas agressões e no assassinato de Diego.
Durante os interrogatórios, os suspeitos também indicaram o local exato onde o corpo havia sido escondido, em meio à lavoura de soja. Com a informação, os policiais se deslocaram até a área rural e localizaram o cadáver, confirmando a versão apresentada.
Os três foram autuados pelos crimes de homicídio qualificado, tortura, ocultação de cadáver e organização criminosa. As prisões foram formalizadas e comunicadas ao Judiciário, que manteve os investigados à disposição da Justiça.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar e localizar outros possíveis envolvidos no crime. Há suspeita de que mais pessoas tenham participado da ação, e parte do grupo continua foragida.
Os investigadores também trabalham para esclarecer a motivação do crime e a dinâmica completa dos fatos, incluindo a participação individual de cada suspeito. Novos depoimentos devem ser colhidos nos próximos dias.
O caso é tratado como prioridade pela delegacia responsável, devido à gravidade dos crimes apurados. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que deve concluir o inquérito após reunir todos os elementos necessários.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.