O consumo de milho em Mato Grosso deverá registrar um crescimento de 9,12% na safra 2025/26, atingindo a marca de 22,10 milhões de toneladas. A projeção, divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta que a expansão das usinas de etanol de milho no estado é o principal vetor para o aquecimento expressivo da demanda interna pelo cereal.
De acordo com os dados consolidados pelo instituto, a demanda total projetada para a produção mato-grossense nesta temporada alcança 57,20 milhões de toneladas. Desse montante, 22,10 milhões de toneladas são destinadas ao consumo interno, 11 milhões à demanda interestadual e 24,10 milhões às exportações.
Conclusão da safra e produtividade
O fortalecimento da demanda doméstica ocorre em um cenário de encerramento quase total das operações de campo. Dados levantados até o dia 14 de agosto indicam que 99,94% da área cultivada com milho já foi colhida no estado, registrando um avanço semanal de 0,84 ponto percentual. Na região Oeste, os trabalhos de colheita foram finalizados ainda em 7 de agosto.
Para o ciclo 2025/26, o Imea consolidou a área total cultivada em 7,43 milhões de hectares, com uma produtividade média estadual estimada em 128,67 sacas por hectare.
Mudanças no escoamento e fortalecimento industrial
Além do avanço de 9,12% no consumo interno, a demanda interestadual também apresenta perspectiva positiva, com alta projetada de 6,18%. Em contrapartida, as exportações apontam uma leve retração de 1,09%, o que reforça a tendência de valorização e retenção do produto no mercado doméstico impulsionada pela indústria sucroenergética.
O estoque final da safra 2025/26 está projetado em 1,17 milhão de toneladas. Os números consolidam o papel estratégico da agroindústria mato-grossense na transformação da matéria-prima em biocombustíveis e produtos de maior valor agregado dentro do próprio estado.
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