Um homem de 41 anos começou a cumprir, nesta terça-feira (17), pena superior a 23 anos de prisão por abusar sexualmente da própria filha em Colniza, no interior de Mato Grosso. O mandado de prisão foi executado por investigadores da Polícia Civil, após a condenação definitiva expedida pela Justiça.
A sentença fixou a pena em 23 anos, um mês e três dias de reclusão, em regime fechado. A decisão partiu da Vara Única de Colniza, depois que o processo transitou em julgado, ou seja, não cabia mais recurso. Com a ordem judicial em mãos, os policiais localizaram o condenado e realizaram a prisão.
O caso veio à tona de forma inesperada. Conforme apurado pela investigação, foi a própria criança, então com 12 anos, quem acionou a polícia para denunciar o pai. A ligação deu início às diligências e mobilizou também o Conselho Tutelar de Colniza, que acompanhou os agentes até a residência da família.
No imóvel, os policiais encontraram os pais da vítima e, na sequência, ouviram a adolescente. Ela relatou que os abusos ocorriam com frequência dentro da própria casa, ambiente que deveria representar proteção. O depoimento foi fundamental para a formalização do flagrante à época e para o andamento do inquérito.
O suspeito chegou a ser detido quando as denúncias surgiram, mas respondeu ao processo em liberdade enquanto a ação penal tramitava. Com a conclusão do julgamento e a confirmação da condenação, a Justiça determinou o cumprimento imediato da pena. A prisão desta terça-feira encerra a fase recursal e dá início ao cumprimento da sentença.
Após ser capturado, o homem foi encaminhado para a unidade prisional da região, onde permanecerá à disposição do Judiciário para cumprir a pena em regime fechado. O crime, além de sua gravidade, está previsto no Código Penal Brasileiro e prevê punição rigorosa quando envolve vítima menor de idade.
Segundo informações da própria Polícia Civil, a atuação conjunta com o Conselho Tutelar foi decisiva desde o primeiro atendimento. O caso reforça a importância da denúncia em situações de violência doméstica e familiar, especialmente quando envolve crianças e adolescentes.
Com a execução do mandado, o processo entra agora na fase de cumprimento de pena, sob fiscalização do sistema prisional e do Poder Judiciário. A investigação e os detalhes do caso foram confirmados pela Delegacia de Colniza, responsável pelo cumprimento da ordem judicial.
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