As fortes chuvas que atingem o norte de Mato Grosso nas últimas semanas provocaram danos significativos em infraestrutura e transtornos à população. Em resposta, as Prefeituras de Feliz Natal e Marcelândia decretaram situação de emergência, mobilizando órgãos municipais e autorizando ações emergenciais para conter os impactos.
Em Feliz Natal, o volume acumulado de cerca de 880 milímetros de chuva entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 comprometeu estradas vicinais, prejudicando o tráfego na zona rural e dificultando o escoamento da produção agrícola. A medida classifica o desastre como “Tempestades Locais/Convectivas – Chuvas Intensas” e autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil, incluindo contratações emergenciais sem licitação por até 180 dias.
Em Marcelândia, os alagamentos e atoleiros interromperam o tráfego entre a sede e o distrito de Analândia do Norte, impactando especialmente o transporte de mercadorias e grãos em período de colheita. O decreto local prevê contratações diretas conforme a Lei nº 14.133/2021, com vigência inicial de 90 dias e possibilidade de prorrogação, restritas às ações essenciais para enfrentar a situação emergencial.
Ambos os decretos permitem medidas excepcionais, como entrada em imóveis em risco iminente, uso temporário de propriedades privadas com indenização posterior e adoção de ações para restabelecer serviços essenciais. A mobilização envolve voluntários e órgãos municipais, visando conter prejuízos e proteger a população.
Agora, os documentos serão encaminhados aos órgãos competentes para reconhecimento estadual e federal, etapa que pode viabilizar apoio técnico e financeiro adicional às cidades atingidas. A Defesa Civil acompanha de perto os desdobramentos e orienta moradores sobre cuidados em áreas de risco, reforçando a necessidade de atenção durante o período de chuvas.
Segundo informações das prefeituras, as ações emergenciais buscam minimizar impactos na infraestrutura e garantir segurança no transporte de pessoas e produtos, mantendo atendimento a serviços essenciais enquanto se aguarda apoio estadual e federal.
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