Aceiros: Bombeiros mapeiam áreas de risco em MT

Operação preventiva identificou focos críticos e orientou produtores sobre aceiros na região da MT-351.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou uma operação preventiva ao longo da rodovia MT-351, conhecida como Estrada do Manso, para mapear áreas com alto risco de incêndios florestais e orientar proprietários sobre a construção de aceiros, conforme informou oficialmente a corporação. A ação ocorreu durante cinco dias e percorreu trechos entre Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Rosário Oeste, regiões próximas à Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual da Chapada dos Guimarães.

Conforme apurado, foram identificados pontos críticos com acúmulo de vegetação seca, lixo e outros materiais inflamáveis, fatores que aumentam significativamente o risco de propagação do fogo durante o período de estiagem. Ao todo, 32 propriedades receberam notificações formais com orientações técnicas para implantação de aceiros — faixas de contenção que impedem o avanço das chamas. Outras 63 áreas foram visitadas, mas sem identificação imediata dos responsáveis, o que deve ser regularizado em nova etapa da operação.

Prevenção e estratégia ambiental

Segundo o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza, a iniciativa integra o planejamento estratégico para reduzir ocorrências de incêndios no período seco. “Estamos atuando de forma preventiva desde já”, afirmou em nota. A corporação reforça que a construção de aceiros é uma medida essencial prevista em normas ambientais para proteção de propriedades e áreas de preservação.

A legislação ambiental brasileira, incluindo diretrizes do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), estabelece a responsabilidade dos proprietários rurais na adoção de práticas que reduzam riscos de degradação ambiental, incluindo o controle de queimadas e a manutenção de áreas de contenção.

Manejo integrado do fogo

As áreas classificadas como críticas também foram indicadas para a realização de queimas prescritas, técnica autorizada e controlada que faz parte do Manejo Integrado do Fogo (MIF). Esse método visa reduzir o material combustível acumulado e criar os chamados “aceiros negros”, que funcionam como barreiras naturais contra incêndios de grandes proporções.

  • Redução de vegetação seca acumulada;
  • Prevenção de incêndios florestais extensos;
  • Proteção da biodiversidade local;
  • Segurança para comunidades e produtores.

A região da APA da Chapada dos Guimarães é considerada estratégica para conservação ambiental, o que reforça a necessidade de ações antecipadas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que o período de estiagem no Centro-Oeste concentra os maiores índices de focos de calor no país.

Parceria com produtores rurais

Além da fiscalização, a operação buscou fortalecer a cooperação entre o poder público e o setor produtivo. As notificações, segundo o CBMMT, têm caráter educativo e orientativo, incentivando práticas seguras no manejo do solo e o cumprimento da legislação vigente.

O uso correto de aceiros e outras medidas preventivas é considerado essencial para evitar prejuízos ambientais e econômicos. Especialistas alertam que incêndios florestais podem comprometer ecossistemas inteiros e afetar a qualidade do ar e a saúde pública.

Moradores e produtores podem acionar o Corpo de Bombeiros em caso de risco ou focos de incêndio. A colaboração da população é considerada decisiva para prevenir tragédias ambientais.

Reportagem baseada em informações oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.

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