Campanha de coleta de DNA busca identificar desaparecidos em Mato Grosso

Mato Grosso dá um passo importante na busca por desaparecidos. Em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Civil e a Politec lançam a Campanha Nacional de Coleta de DNA. A iniciativa, que acontece entre os dias 26 e 30 de agosto, tem como objetivo principal coletar material genético de familiares de pessoas desaparecidas para alimentar o Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Através da comparação do DNA dos familiares com o de restos mortais encontrados, é possível identificar pessoas desaparecidas e trazer respostas às famílias. Essa tecnologia tem se mostrado fundamental na resolução de casos antigos e complexos.

Familiares de pessoas desaparecidas devem procurar as delegacias locais munidos do boletim de ocorrência. Após o registro, serão encaminhados aos pontos de coleta da Politec em todo o estado para a coleta do material genético.

Em junho deste ano, Mato Grosso já obteve sucesso na identificação de uma pessoa desaparecida por meio do Banco Estadual de Perfis Genéticos. Esse resultado demonstra a eficácia da ferramenta e a importância da campanha.

O delegado Roberto Amorim, coordenador do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, destaca que a coleta de DNA é um processo contínuo e que a campanha visa ampliar a base de dados e fortalecer as buscas. “É uma forma de dar esperança às famílias e trazer justiça aos desaparecidos”, afirma o delegado.

Desaparecimentos no Brasil

CENARIO 1 -CenárioMT
FOTO: @TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

O Brasil enfrenta um desafio crescente em relação ao número de pessoas desaparecidas. De acordo com o Anuário da Segurança Pública de 2024, foram registrados 80.317 casos de desaparecimento no país em 2023, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior.

Desafios e complexidades

A complexidade dos casos de desaparecimento se manifesta de diversas formas:

  • Causas variadas: Os desaparecimentos podem ter causas diversas, como crimes, fugas, voluntariedade ou até mesmo desorientação.
  • Falta de padronização: A falta de um padrão nacional para o registro e investigação desses casos dificulta a comparação de dados entre estados e municípios.
  • Dificuldade em encontrar soluções: Muitos casos permanecem sem solução por anos, causando grande sofrimento para as famílias.
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