Braço direito de facção é preso com veículos de luxo em MT

Polícia Civil de Mato Grosso captura líder operacional da facção em operação internacional.

O braço direito do líder de uma facção criminosa investigada em Mato Grosso, identificado como A.A.S.N., foi preso no Rio de Janeiro nesta terça-feira (10.2), conforme divulgado pela Polícia Civil de MT. A ação, parte da Operação Imperium, resultou na apreensão de uma caminhonete Chevrolet S-10 e uma BMW, veículos vinculados à organização criminosa.

A operação foi deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro da facção que atua na região sul do estado. A prisão de A.A.S.N. ocorreu em frente à praia do Recreio, enquanto ele consumia produtos em uma conveniência, segundo nota oficial da Polícia Civil.

Funções do investigado

Segundo a investigação, A.A.S.N. era responsável por repassar valores entre a liderança e a base da facção, atuando como espécie de contador do grupo. Além disso, ele coordenava a aquisição e transporte de veículos de luxo para uso do líder identificado como G.R.S., o “Vovozona”. Levantamentos apontam que a BMW apreendida circulava na cidade do Rio de Janeiro e estava registrada em nome de uma empresa com sócia-proprietária acusada de atuar como operadora financeira da facção, presa no Paraná.

O preso também possui condenação por tráfico de drogas e é proprietário de uma empresa registrada em Lucas do Rio Verde, sem existência física. Para o delegado Marlon Luz, responsável pelas investigações, os elementos coletados indicam crimes de uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro de forma estruturada, estável e permanente.

Impacto da Operação Imperium

  • Desarticulação da estrutura financeira da facção.
  • Apreensão de veículos de alto valor vinculados ao grupo criminoso.
  • Prisões de operadores financeiros em outros estados.

O delegado destacou que a ação enfraquece a facção, preserva bens para evitar dilapidação e bloqueia valores em contas vinculadas à organização.

Reportagem baseada em nota oficial da Polícia Civil de Mato Grosso.

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