O deputado estadual Eduardo Botelho (União) expressou preocupação com a não votação da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, prevista para a sessão desta quarta-feira (14) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O governo estadual ainda não enviou o projeto necessário para apreciação.
Além do índice anual da RGA, os servidores reivindicam a recomposição das perdas salariais acumuladas entre 2017 e 2022, estimadas em 19,52%. Botelho defende o reconhecimento desse passivo e a elaboração de uma proposta viável, responsável e alinhada ao crescimento real da receita estadual.
Proposta intermediária para servidores
Segundo o deputado, uma alternativa seria conceder até 5% de acréscimo nos benefícios caso o estado registre superávit de receita, como forma de abater o passivo acumulado. “Essa é uma proposta viável, responsável e possível de ser executada. Espero que o governador avalie com atenção”, afirmou Botelho.
Diálogo e segurança fiscal
Botelho também ressaltou o desgaste natural causado pela falta de consenso entre governo, base aliada e servidores. “Quando não há acordo, há desgaste, isso é natural. O caminho é o diálogo, o reconhecimento das perdas e o planejamento futuro com base no crescimento real da receita”, explicou.
O parlamentar reforçou que sua proposta busca garantir segurança fiscal ao estado, sem comprometer as contas públicas. “Espero que em algum momento parem para analisar com seriedade essa alternativa”, concluiu.
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