Polícia Civil deflagra Operação Caput contra facção de tráfico de drogas com base em presídio e atuação em Mato Grosso

A Polícia Civil deflagrou a Operação Caput para cumprir 18 ordens judiciais em cinco cidades, incluindo Barra do Garças, contra investigados por tráfico.

A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou a deflagração da Operação Caput nas primeiras horas da última quarta-feira (5), com o objetivo de cumprir 18 ordens judiciais expedidas contra uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas. O grupo possui atuação centralizada no município de Santo Antônio do Leste e ramificações criminosas em outras importantes cidades do estado, com destaque para Barra do Garças.

De acordo com as informações divulgadas pela instituição policial, a operação cumpre 10 mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, sendo o trabalho investigativo conduzido pela Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais de Primavera do Leste, com o suporte operacional das Delegacias Regionais das cidades abrangidas.

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Atuação simultânea e comando de dentro de presídio

Conforme apurado pelas equipes de investigação, os mandados judiciais estão sendo executados de maneira simultânea em diferentes municípios de Mato Grosso, englobando Santo Antônio do Leste, Barra do Garças, Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande. O inquérito teve início com o propósito de desarticular o comércio varejista e atacadista de entorpecentes em Santo Antônio do Leste, mas revelou uma rede estruturada com ramificações regionais.

Segundo o relatório da Polícia Civil, a investigação concluiu que o principal articulador e líder do esquema de tráfico na cidade era um detento recluso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como presídio Mata Grande, situada em Rondonópolis. Mesmo cumprindo pena por envolvimento anterior com o tráfico de drogas, o indivíduo continuava dando ordens e comandando ativamente as operações da facção de dentro da unidade prisional.

Análise de provas e desdobramentos da operação

A quebra de sigilos e a análise minuciosa de materiais apreendidos em uma fase anterior da investigação permitiram mapear o organograma do grupo e identificar os vínculos com suspeitos em Barra do Garças, Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande. Com o acervo probatório consolidado, a autoridade policial representou pelas prisões preventivas e buscas domiciliares para desmantelar a cúpula da organização, apreender bens ilícitos e rastrear eventuais novos coautores.

A instituição informou que todo o material recolhido durante o cumprimento das ordens passará por exames periciais e servirá para robustecer o inquérito policial, que continua em andamento sob a tutela da Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais de Primavera do Leste. O nome batizado para a operação, Caput — termo em latim que significa “cabeça” —, faz alusão direta ao detento apontado como o líder e principal mentor intelectual da organização criminosa.

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