50 anos de identidade: O marco da Politec em Mato Grosso

Órgão que modernizou a identificação civil e criminal no estado celebra cinco décadas de atuação e inovação.

Você sabia que a sua carteira de identidade passou por uma transformação radical em meio século? O que hoje resolvemos com um clique e biometria, há 50 anos exigia pilhas de papel e um trabalho manual meticuloso de detetive.

O Instituto de Identificação Aroldo Mendes de Paiva completa meio século de história em Mato Grosso. A instituição, que hoje é a espinha dorsal da Politec, é o “coração” que garante que você seja você perante o Estado.

De 1976 para o digital: A evolução dos arquivos

Tudo começou em 4 de junho de 1976. O então governador Garcia Neto recebia, das mãos das autoridades de segurança, o primeiro documento emitido pela unidade centralizada.

Antes disso, desde 1921, Mato Grosso dependia do antigo Gabinete de Identificação e Estatística Criminal. Naquele tempo, o trabalho era 100% analógico: arquivos físicos, lupas e muita paciência para comparar sulcos digitais.

Nas décadas de 70 e 80, a correria era imensa. Em Cuiabá, o único posto oficial chegava a lidar com 1.600 pessoas por dia. Eram filas quilométricas de cidadãos buscando o tão sonhado documento de papel datilografado.

O “trabalho de detetive” que salvou vidas

O grande tesouro do Instituto sempre foi o arquivo datiloscópico. Muito antes da internet, era na análise das cristas papilares (as linhas dos dedos) que policiais de todo o país desvendavam crimes complexos.

Papiloscopistas pioneiros, como Hélio Stech e Lourdes Rodrigues, enfrentaram desafios épicos. Eles chegaram a percorrer o interior mato-grossense em longas jornadas, garantindo o direito à cidadania antes mesmo da divisão que criou Mato Grosso do Sul.

Eles carregavam a responsabilidade de “dar um nome” aos invisíveis. Graças a esse arquivo manual, o Estado conseguiu montar a base que sustenta os algoritmos de segurança que utilizamos hoje.

CIN: O fim da era do papel e o novo CPF único

A tecnologia mudou o jogo. Hoje, o Instituto de Identificação Aroldo Mendes de Paiva opera com o Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (Abis), uma das ferramentas mais modernas do Brasil para checar identidades.

O grande salto recente ocorreu em 2023, com a chegada da Carteira de Identidade Nacional (CIN). O novo documento mata a fragmentação de dados ao adotar o CPF como número único, integrando sistemas de saúde, previdência e segurança pública.

Por que isso impacta sua vida hoje?

Pode parecer apenas um documento, mas a modernização da Politec é o que blinda o cidadão de Mato Grosso contra fraudes. Em cidades como Sinop ou Lucas do Rio Verde, onde o fluxo de novos moradores é constante, essa segurança é vital.

A unificação dos dados impede que criminosos usem identidades falsas para abrir contas, contrair empréstimos ou acessar benefícios sociais. Com o sistema atual, a conferência é quase instantânea e à prova de erros humanos.

Ao completar 50 anos, a instituição deixa de ser apenas uma “emissora de RG” para se tornar o guardião da integridade civil. O próximo passo é ampliar ainda mais o acesso aos postos de identificação no interior do estado.

Precisa atualizar seu documento? A recomendação oficial é sempre buscar os postos da Politec ou agendamentos via canais digitais oficiais do governo estadual para garantir a autenticidade do seu atendimento.

*Reportagem baseada em registros históricos da Superintendência de Arquivo Público de Mato Grosso e dados oficiais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).*

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