O ciclo de Fernando Diniz no Vasco da Gama chegou ao fim na noite deste domingo (22). Após nove meses à frente do comando técnico, o treinador não resistiu à derrota por 1 a 0 para o Fluminense, que culminou na eliminação do Cruzmaltino nas semifinais do Campeonato Carioca. O anúncio foi feito oficialmente pelo presidente Pedrinho, que agradeceu o empenho do profissional em um período turbulento da instituição.
Junto com Diniz, deixam o clube os auxiliares Ricardo Cobalchini e Evandro Fornari, além do preparador físico Wagner Bertelli. A partir de agora, o auxiliar permanente Bruno Lazaroni assume a equipe interinamente enquanto a diretoria busca um novo nome para tentar salvar a temporada 2026.
Números e Crise: O peso do jejum em 2026
A segunda passagem de Diniz (que começou em maio de 2025) teve momentos de esperança, como o vice-campeonato da Copa do Brasil contra o Corinthians. No entanto, o desempenho em 2026 ruiu rapidamente:
- Desempenho Geral: 54 jogos (19 vitórias, 14 empates e 21 derrotas);
- Crise em 2026: Apenas 3 vitórias em todo o ano até o momento;
- Brasileirão: O Vasco amarga a zona de rebaixamento e ainda não venceu na competição nacional;
- Saúde Mental e Elenco: A crise interna culminou na rescisão antecipada de Philippe Coutinho, que deixou o clube nesta semana alegando desgaste mental após ser hostilizado pela torcida.
A gota d’água contra o Fluminense
A derrota no clássico deste domingo foi especialmente dolorosa para a diretoria. Mesmo com um jogador a mais durante boa parte do segundo tempo, o Vasco de Diniz não conseguiu converter a superioridade numérica em gols. As mudanças táticas, como a entrada de Rojas e Spinelli nos lugares de Brenner e do agora ausente Coutinho, não surtiram efeito, selando o destino do comandante que já era alvo de protestos constantes em São Januário.
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