O cinema brasileiro volta a ganhar destaque internacional em 2026 com a seleção de Rosebush Pruning, novo longa-metragem de Karim Aïnouz, para a competição oficial da 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale. O evento acontece entre 12 e 22 de fevereiro, na capital alemã, reunindo produções de diferentes países.
Presença recorrente no festival, o cineasta cearense retorna à disputa principal após uma trajetória consolidada em grandes mostras do cinema autoral. Em 2019, Aïnouz venceu o prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes com A Vida Invisível, ampliando sua projeção no cenário internacional.
Segundo o diretor, a Berlinale é um espaço voltado à inovação cinematográfica, característica que dialoga diretamente com a proposta do novo filme, marcado por humor afiado, transgressão e ousadia estética. Aïnouz destacou ainda a importância simbólica de voltar a competir no festival após mais de uma década.
Ainda sem título oficial em português, Rosebush Pruning é ambientado em uma mansão na Catalunha e se apresenta como uma sátira contemporânea sobre as contradições da família tradicional. A narrativa acompanha quatro irmãos herdeiros de uma grande fortuna, que vivem isolados do mundo exterior e negligenciam os pedidos do pai cego.
O conflito central se intensifica quando o filho mais velho decide deixar a propriedade, desencadeando uma sequência de revelações, mentiras e episódios de violência. O roteiro é assinado por Efthimis Filippou, indicado ao Oscar por O Lagosta.
A equipe criativa reúne nomes reconhecidos do cinema internacional, como a figurinista indicada ao Oscar Bina Daigeler, o diretor de arte Rodrigo Martirena e a diretora de fotografia Hélène Louvart, colaboradora frequente de Aïnouz.
Brasil amplia presença no festival
Além da competição principal, o Brasil marca presença em diversas mostras da Berlinale 2026. Na Generation Kplus, voltada ao público jovem, foram selecionados Feito Pipa, de Allan Deberton; Papaya, de Priscilla Kellen; e o documentário A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai.
Na mostra Panorama, o país participa com Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira. Já na seção Forum, dedicada à experimentação formal, foi escolhido Fiz um foguete imaginando que você vinha, de Janaína Marques.
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