O carnaval de rua do Rio de Janeiro em 2026 terá forte presença de blocos ligados à comunidade LGBTQIA+, que unem festa, diversidade e iniciativas de inclusão social. Surgidos de diferentes trajetórias, esses grupos se consolidaram como espaços de expressão cultural, cidadania e convivência plural.
Criado em 2018 a partir de uma brincadeira carnavalesca, o bloco Sai, Hétero nasceu como resposta ao preconceito e, ao longo dos anos, transformou-se em um projeto cultural reconhecido. Com público estimado entre 10 mil e 20 mil pessoas, o bloco promove eventos no centro da cidade e aposta em celebrações fechadas por questões de segurança. Em 2026, a principal comemoração está prevista para 17 de fevereiro, fora da programação oficial da prefeitura.
Outro destaque é o Divinas Tretas, bloco que integra o ecossistema cultural Carnabendita e que desfila no dia 15 de fevereiro, na Praia do Flamengo. Em 2026, o grupo apresenta uma ação inédita de requalificação e retificação de prenome e gênero voltada à população trans e não-binária em situação de vulnerabilidade. O desfile contará com estrutura inclusiva, segurança reforçada, intérprete de libras, sanitários adaptados e campanhas educativas durante o percurso.
Já o Enxota Que Eu Vou, criado em 2010 por um grupo de amigos universitários, define-se como um bloco diverso e aberto a todos os públicos. Com foco nos sambas-enredo clássicos das escolas de samba cariocas, a agremiação comemora 15 anos em 2026. A concentração ocorre no dia 17 de fevereiro, na Praça Tiradentes, reunindo entre mil e duas mil pessoas em um formato de bloco parado.
Entre os mais antigos, a Banda das Quengas completa 35 anos de história. A comemoração acontece na terça-feira de carnaval, 17 de fevereiro, na Lapa. Conhecida por atrair grandes multidões, a banda mantém como tema a defesa do respeito e da diversidade, com fantasia livre e programação musical que se estende até a noite.
Também no dia 17 de fevereiro, o bloco Sereias da Guanabara desfila no Aterro do Flamengo, com concentração às 14h. Reconhecido pelo tripé sustentabilidade, acessibilidade e diversidade, o grupo adota práticas ambientais, incentiva o uso de materiais reciclados nas fantasias e promove a conscientização sobre o descarte correto do lixo. Em 2025, o bloco recebeu o Selo Verde de sustentabilidade.
Com propostas que vão além da folia, os blocos LGBTQIA+ reforçam o papel do carnaval como espaço de expressão cultural, inclusão social e debate sobre cidadania, consolidando o Rio de Janeiro como referência em diversidade no carnaval de rua.
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