Carnaval de Niterói destaca inclusão com o bloco Percussomos do Amor

O bloco Percussomos do Amor encerrou na manhã deste domingo (22) o Carnaval de 2026 em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O desfile ocorreu na Praça Duque de Caxias, no bairro Gragoatá, reunindo aproximadamente 800 participantes, sendo 300 pessoas com deficiência.

Entre os cerca de 70 ritmistas está Maria Fernanda, de 21 anos, que tem síndrome de Down e atua como conselheira municipal titular das pessoas com deficiência no Conselho de Direitos Humanos da cidade. A participação reforça o protagonismo desse público na festa.

Grande parte dos integrantes da bateria aprendeu a tocar por meio das oficinas do projeto Práticas Acessíveis, desenvolvido pelo Instituto Teatro Novo, que atende pessoas com deficiência e onde o bloco foi criado. Em 2025, a agremiação reuniu mais de 600 foliões e se consolidou como espaço de convivência, expressão artística e inclusão.

O desfile contou com estrutura voltada à acessibilidade plena, incluindo intérpretes de Libras, audiodescrição ao vivo, comunicação alternativa e aumentativa, apoio à mobilidade, abafadores sonoros e uma tenda de acolhimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Ritmistas, puxadores e lideranças artísticas são, em sua maioria, pessoas com deficiência.

Neste ano, o samba-enredo Trabalhar é direito destacou a importância das políticas de inclusão no mercado de trabalho, com ênfase no emprego apoiado e em ambientes acessíveis. A música foi interpretada por Paulo Zerbinni, cantor cadeirante.

Com a mensagem de que inclusão é um direito e não um favor, o bloco busca combater o capacitismo e promover um Carnaval aberto a todos. A iniciativa é amparada pela legislação de proteção aos direitos das pessoas com deficiência e conta com apoio da Prefeitura de Niterói, da Neltur e da Secretaria Municipal das Culturas.

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