Cesta básica sobe pela terceira semana seguida e atinge maior valor de 2026 em Cuiabá

O custo da cesta básica em Cuiabá voltou a subir e atingiu o maior valor registrado em 2026. Na terceira semana de março, o conjunto de alimentos chegou ao preço médio de R$ 833,67, após três semanas consecutivas de aumento, acumulando alta de 6% somente neste mês.

Mesmo com oscilações em alguns produtos, o valor atual também está 0,38% acima do registrado no mesmo período de 2025, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Alta é puxada por hortifrutigranjeiros

De acordo com o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, o aumento recente foi provocado principalmente pela elevação nos preços de alimentos frescos, que costumam ser mais sensíveis ao clima e à oferta no mercado.

“Apesar da elevação semanal no custo médio da cesta básica, metade dos itens apresentou estabilidade ou até redução. A alta foi influenciada principalmente por aumentos mais expressivos em produtos específicos, sobretudo entre os hortifrutigranjeiros”, explicou.

Tomate dispara e lidera aumento

Entre os produtos que mais pressionaram o custo da cesta, o tomate teve destaque. O preço subiu 9,66% na semana, chegando ao valor médio de R$ 10,12 por quilo. No comparativo anual, o produto está 1,85% mais caro.

Segundo o IPF-MT, o aumento está ligado à redução da oferta, já que parte das lavouras enfrenta desaceleração na colheita e problemas de qualidade.

Batata também sobe e acumula alta no ano

A batata também registrou aumento pela quarta semana consecutiva. O produto teve variação de 5,58%, elevando o preço médio para R$ 4,90 por quilo.

No comparativo com o mesmo período do ano passado, a alta chega a 17,81%. De acordo com o instituto, o excesso de chuvas tem atrasado a colheita e reduzido a qualidade dos produtos, o que diminui a oferta e pressiona os preços.

Açúcar tem queda e segura parte da inflação

Na contramão da maioria dos alimentos, o açúcar apresentou queda de 2,06%, com preço médio de R$ 1,84 por quilo, o menor valor desde o início da série histórica do IPF-MT.

A redução está relacionada ao aumento da produção e ao nível elevado de estoques, o que mantém a oferta alta e pode provocar novas quedas de preço no curto prazo.

Custo alto preocupa consumidores

Com a sequência de aumentos, o valor da cesta básica segue pressionando o orçamento das famílias, especialmente diante do encarecimento de alimentos essenciais.

O levantamento é realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso, entidade que integra o Sistema S do Comércio no estado, ao lado do Sesc e do Senac, ligado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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